sábado, janeiro 31, 2009
terça-feira, janeiro 27, 2009
estou numa casa aqui ao lado
Desculpem, doutos homens, estetas,
espíritos poetas, almas delicadas,
a falsidade do meu génio e das minhas palavras.
Que é a erudição que eu canto,
que é da vida, o espanto, que é do belo, a graça,
mas eu só ambiciono a arte de plantar batatas.
Desculpem lá qualquer coisinha,
mas não está cá quem canta o fado.
Se era para ouvir a Deolinda, entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Bem sei que há trolhas escritores,
letrados estucadores e serventes poetas
e poetas que são verdadeiros pedreiros das letras.
E canta, em arte genuína, o pescador humilde,
a varina modesta
E tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.
Desculpem lá qualquer coisinha(...)
Por não fazer o que mais gosto,
eu canto com desgosto o facto de aqui estar
E algures sei que alguém mal disposto ocupa o meu lugar.
Ninguém está bem com o que tem
e há sempre um que vem e que nos vai valer;
Porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.
Desculpem lá qualquer coisinha(...)
E é a mudar que vos proponho;
não é um passo medonho em negras utopias,
É tão simples como mudar de posto na telefonia...
Deolinda-Canção ao lado
espíritos poetas, almas delicadas,
a falsidade do meu génio e das minhas palavras.
Que é a erudição que eu canto,
que é da vida, o espanto, que é do belo, a graça,
mas eu só ambiciono a arte de plantar batatas.
Desculpem lá qualquer coisinha,
mas não está cá quem canta o fado.
Se era para ouvir a Deolinda, entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Bem sei que há trolhas escritores,
letrados estucadores e serventes poetas
e poetas que são verdadeiros pedreiros das letras.
E canta, em arte genuína, o pescador humilde,
a varina modesta
E tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.
Desculpem lá qualquer coisinha(...)
Por não fazer o que mais gosto,
eu canto com desgosto o facto de aqui estar
E algures sei que alguém mal disposto ocupa o meu lugar.
Ninguém está bem com o que tem
e há sempre um que vem e que nos vai valer;
Porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.
Desculpem lá qualquer coisinha(...)
E é a mudar que vos proponho;
não é um passo medonho em negras utopias,
É tão simples como mudar de posto na telefonia...
Deolinda-Canção ao lado
terça-feira, dezembro 30, 2008
Um conto para 2009
Um grande montanha cobre com a sua sombra uma pequena aldeia.
Por falta de raios solares, as crianças crescem raquíticas..
Num belo dia, os aldeões vêm o mais velho da aldeia a dirigir-se, com uma colher de louça nas mãos, até ao extremo da aldeia.
- Aonde vais? - perguntam-lhe.
Ele responde:
-Vou até à montanha.
- Para quê??
- Para mudá-la de sítio.
- Com quê?
- Com esta colher!
- Estás louco? Nunca poderás!
Por falta de raios solares, as crianças crescem raquíticas..
Num belo dia, os aldeões vêm o mais velho da aldeia a dirigir-se, com uma colher de louça nas mãos, até ao extremo da aldeia.
- Aonde vais? - perguntam-lhe.
Ele responde:
-Vou até à montanha.
- Para quê??
- Para mudá-la de sítio.
- Com quê?
- Com esta colher!
- Estás louco? Nunca poderás!
- Não estou louco, sei que nunca poderei, mas alguém tem de começar.
in "Cabaret Místico" de Alejandro Jodorowsky
segunda-feira, dezembro 29, 2008
!!!!Shocking!!!!
"Posso comprar 30 pares de sapatos novos que não vou conseguir melhorar a minha vida."
Vitor J. Rodrigues em entrevista à Noticias Magazine
*a acreditar neste senhor vou ter de riscar um (ou trinta) item(s) da minha lista de haveres para 2009
terça-feira, dezembro 09, 2008
retiro albicastrense
resumo possível e incompleto da expêriencia da 1ª Escola de Desenvolvimento Juvenil/ Formação de Formadores em Direitos Humanos
malas feitas e após uma correria matinal frenética, lá me pus a caminho de castelo branco, enfiada num carro com 3 pessoas que não conhecia de lado nenhum a viagem revelou-se um instantinho só, com tanta conversa, tantas afinidades e partilhas, a coisa começava bem, já em Castelo Branco, com a neve a ameaçar (não passando de ameaça para meu grande pesar), lá nos juntámos ao grupo de pessoas com as quais iríamos partilhar os próximos 10 dias em convivência sistemática, 24 sobre 24 horas. apesar dos receios atirámo-nos sem conferir se havia rede...
foi a loucura! 10 dias de dinâmicas, reflexões, pausas saudáveis, mais reflexões, conflitos, discussões, emoções à flor da pele, partilhas inéditas e muita entrega, às pessoas, à causa, aos valores!
oportunidade única para conhecer pessoas novas interessantes e bem doidas. gente com conteúdo sem conversas de abobrinha. mesmo nas noites do Lady Queen (antro obscuro, a roçar o sinistro, ornamentado com os desenhos do gigger que eu solitátia e bravamente defendia), entre minis e médias, chás de camomila e cidreira, o ritmo não abrandava. vontade de questionar tudo e de fazer a diferença sempre! e aquela tarde na companhia do Don Simon, do chouriço assado e do queijinho vivendo a euforia da sintonia entre almas....
O que eu mais queria, como o chaparrito dizia, era trazê-los a todos comigo, para que isto não acabasse nunca, para sentir sempre o meu cérebro a ser desafiado e a minha vontade de mudar e fazer mudar sempre instigada. Fazer a diferença sempre através da participação.
abençoado momento em que deixei os receios em casa com as tanjerinas no frigorífico e me atirei nesta vertigem de auto-conhecimento de onde vim mais rica, mais comprometida e com vontade de abraçar tudo e todos, de onde vim uma pessoa melhor graças aos contributos dos que conheci.
estarão sempre no meu coração tal como parte de mim ficará sempre em Castelo Branco.
terça-feira, novembro 25, 2008
os bibliotecários não lêm livros
Fui a uma biblioteca universitária pesquisar livros, a certa altura surgiu-me uma dúvida numa citação de M. Proust e resolvi investigar a área da literatura. Como ao primeiro olhar não encontrei o dito livro, o funcionário exudando simpatia ofereceu-se para verificar a existência de livros desse autor na base de dados. Entretanto deixei-me estar a inspeccionar a (única) prateleira de literatura francesa, intrigada com os dois volumes de Becket que lá constavam...
Achando o processo demorado dirigi-me ao funcionário que me disse:
-olhe não encontrei nada, pode-me dizer novamente o nome?
- sim, é Proust, Marcel Proust...
-er... e como se escreve?
Apertou-se-me o coração!
Lá soletrei o nome tristemente...
Será que os bibliotecários não lêm livros?
sexta-feira, novembro 21, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
(desabafo)
há mais de 10 minutos que está a acontecer uma serenata na RUF ao lado da minha casa...
o balde de água suja, nem vê-lo!
já não se fazem serenatas como antigamente....
o balde de água suja, nem vê-lo!
já não se fazem serenatas como antigamente....
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insólitos carmuue
quarta-feira, novembro 12, 2008
domingo, novembro 09, 2008
viu-se, recomenda-se e repetir-se-á
sexta-feira, novembro 07, 2008
numa escola, rodeada por professoras que falavam entusiasmadas da manif de amanhã sai-se-me assim da boca:
-ah! eu cá para mim, os profs só vão a Lisboa é para comer pastéis de belém, na última manif eu estive por lá e era só autocarros estacionados em frente à confeitaria, eram filas e filas de gente!...
reflexão: reconheço agora que nunca fui muito boa nisto de fazer comentários populares...
-ah! eu cá para mim, os profs só vão a Lisboa é para comer pastéis de belém, na última manif eu estive por lá e era só autocarros estacionados em frente à confeitaria, eram filas e filas de gente!...
reflexão: reconheço agora que nunca fui muito boa nisto de fazer comentários populares...
sexta-feira, outubro 31, 2008
quarta-feira, outubro 29, 2008
quarta-feira, setembro 17, 2008
A quem estiver por Ílhavo este fds...
"mar da Alma~Pistis Sophia"
baseada na história do Evangelho Gnóstico Pistis Sophia
a obra será apresentada no recém estreado
Centro Cultural de Ílhavo,
no próximo dia 20 de Setembro de 2008
pelas 21h30, com entrada livre
o programa do concerto consta:
Serenata nº 13 em Sol Maior
Eine kleine Nachtmusik
K 525 (1787) _ para orquestra de cordas
música_Wolfgang Amadeus Mozart
cantata
Aver-a-Ria
(2006) _ para soprano, coro infantil, coro misto e orquestra
música_Eurico Carrapatoso
segundo textos de_Raúl Brandão . Mário de Sá Carneiro . Almada Negreiros e Miguel Torga
1 – Hino à Ria, hino à Luz
2 – Maresia
3 – Salinas
4 – Mar
cantata
mar da Alma
Pistis Sophia
op.9 (2008) _ para soprano solo, coro de infantes, coro misto
e pequena orquestra com harpa
música_rui paulo teixeira
segundo textos de_dois autores Anónimos . Isabel da Rocha e Rui Paulo Teixeira
momento 1 – abertura da Noite
ondas de poente
no Porto da Lusitânia
> tempo de Mar Vivo
momento 2 – Canto da Alma
Nôrim sêt – Ave Virgo
no umbral, Pistis Sophia canta aos Lusitanus
> tempos de Maresia – de contemplação – de Maresia
momento 3 – moteto
Ave maris stella
os Lusitanus saúdam Pistis Sophia
> tempos de recolhimento interior - de Honras - de recolhimento interior
momento 4 – interlúdio
Authades
seduz Pistis Sophia com falsa luz e fá-la cair no Caos
> tempo de mar morto
momento 5 – 13 Cânticos de arrependimento
da Pistis Sophia
em absoluta autorendição à Gnose
cânticos > tempo de autoconhecimento
interlúdio > tempo de mar morto
fuga > tempo das tormentas do Caos
cânticos > tempos de súplica – de autoconhecimento – de serenidade
momento 6 – Coral-Pacífico
Luz das Luzes
os Lusitanus louvam a Luz pela libertação de Pistis Sophia
> tempo de gratidão
momento 7 – Canto da Alma
Ná láôr – Ave Virgo
Livre do domínio de Authades, Pistis Sophia canta de novo aos Lusitanus
tempos de Maresia – de contemplação – de Maresia
momento 8 – abertura do Dia
ondas de nascente
no Porto da Lusitânia
> tempo de Mar Vivo
momento 9 – Coral-Atlântico
Lusitânia
Júbilo no Porto da Luz das Luzes
> tempo de Celebração
sinópse da obra mar da Alma
Com o Sol no horizonte, a obra inicia-se com "ondas de poente" no Porto da Lusitânia,
breve abertura que nos conduz ao "mar da Alma Pistis Sophia".
No umbral da terra da Luz das Luzes, Pistis Sophia, acompanhada dos Élôhim,
dedica seu canto aos Lusitanus. Estes saúdam-na.
Mas Authades, potestade das regiões do mar morto,
seduz Pistis Sophia com falsa luz e fá-la cair nas águas do Caos.
Submersa num tempo de tormentas, ela profere seus cânticos de arrependimento.
Atravessando a fúria de Authades, seu arrependimento é aceito pela Luz,
pelo que esta é louvada pelos Lusitanus num Coral-Pacífico.
De novo no umbral, e livre do domínio de Authades,
Pistis Sophia canta novamente aos Lusitanus.
Dá-se então a abertura do Dia pelas "ondas de nascente" para,
em tempo de Celebração, um Coral-Atlântico finalizar a obra:
"Lusitânia", o júbilo no Porto da Luz das Luzes.
Apareçam e juntem-se a mim numa pequena homenagem a um verdadeiro amigo, compositor e pesquisador do sentido da vida que tudo merece!
segunda-feira, setembro 15, 2008
É festa É festa!

Amigos, hoje, dia 16 de Setembro, toca a passar na loja de Cedofeita (nº282), na Loja do Comércio Justo onde, em jeito de aniversário(Parabéns Parabéns!!), vão estar sabores solidários para degustação: compotas, biscoitos, sumos, bolo de cacau e torta de café... enfim um manancial de sabores e saberes justos disponíveis a quem se nos queira juntar nesta celebração!
Teremos tertúlias informais e acima de tudo momentos de convívio para quem sente a loja também um pouco sua!
(Diz que também haverá uma jam session mas é segredo!)
Apareçam, degustem, convivam e celebrem neste dia o esforço diário de quem assume a luta por uma mundo mais justo e solidário!
"Contribuindo para o desenvolvimento sustentável, com melhores condições de comércio e salvaguardando os direitos dos produtores e trabalhadores explorados do Sul do planeta, o Comércio Justo e Solidário surge como uma parceria comercial baseada no diálogo, transparência e respeito."
sexta-feira, agosto 15, 2008
sexta-feira, agosto 01, 2008
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