No café só estava eu e o sr. Almeida, tinha fugido tudo como se eu fosse matar mais alguém depois daquele. Esta gente é doida! (pensei eu). Pedi ao sr. Almeida para chamar a polícia porque tinha deixado o telemóvel em casa. E sentei-me à espera deles. Lembro-me de ter pensado: Afinal sempre matei o meu porco!
A Sra. Repórter que saber se estou arrependida? Ai que até parece o juiz! Digo-lhe o mesmo que lhe disse a ele. Não estou, nem um pouco arrependida. Sabe, há um limite para a quantidade merdas (desculpe a expressão), que uma rapariga pode aguentar. Eu sentia sempre uma pressão muito forte em dar a entender que eu achava que tudo era uma brincadeira, que ele não me importunava nada, mas acontece que às vezes ele tinha o poder de me estragar os dias. E isso não se faz a uma rapariga.
Não, não me incomoda a ideia de ficar presa por um bom tempo. Acho que vou aprender a falar mandarim. Dizem que são precisos 10 anos para a prender a fazê-lo realmente. E convenhamos, que disponibilidade de tempo não será propriamente um problema, certo?» A rapariga irritada piscou o olho, apagou o cigarro e deu por encerrada a entrevista.
A rapariga irritada não parecia irritada.
Fim.






