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...tá dificil...
bem vindos ao covil da carmo, onde vão ler coisas que preferiam não saber, onde a sensação de perda de tempo vai ser a mais realista que alguma vez tiveram, onde vão encontrar a carmo na sua essência e isso pode não ser uma coisa boa, onde vão ficar a saber mais da sua vida do que alguma vez desejaram e que existe unicamente no sentido de compensar a frustração de já não ter idade para ter um diário, até porque já não tem piada escondê-lo!

"A morte de um apicultor"
Lars Gustafsson
Depois da morte de Lars Lemmart Westin,o narrador recolhe textos do próprio dispersos entre vários cadernos e misturados com listas de compras, afazeres e desabafos de um homem que na Primavera descobre que não sobriverá até ao Outono... "Não nos rendemos. Recomeçamos!"
"Contos apátridas"
de Bernardo Atxaga, Santiago Gamboa, Antonio Sarabia, Jose Manuel Fajardo e Luís Sepúlveda
Trata-se da reunião de cinco contos de cinco autores que têm em comum além da lingua materna (espanhol), uma colectiva sensação de não pertencerem a nacionalidade nenhuma em particular... Cada um dos contos traz-nos personagens igualmente apátridas. Torna-se-me difícil escolher o melhor entre eles, são todos de uma qualidade incontestável!..." O importante nem sempre é vencer, artolas!"
(sem imagem) "Dezoito tentativas para se chegar a santo"
Jean Vautrin
Compilação de 18 contos. Destaque para o conto que dá o nome à compilação e para "Rosa, por assim dizer". Não me tirou o sono, mas também não é uma completa perda de tempo... "...mais vale isto do que ser atacada a ferro quente por uma engomadeira!"
Nota: Não temam sequer por um momento que aqui a amiga pretenda tornar-se crítica literária! Trata-se apenas de uma fase de leitura compulsiva (impulsionada pelo excesso de tempo livre causado pelo desemprego), que se me torna possível apenas por numa fase anterior eu ter tido uma compulsiva vontade de comprar livros sem nunca os ter lido. Dedico-me agora a esgotar o stock de livros não lidos...


Por toda a parte vejo Pais-Natais. Por todo o lado, em tudo quanto é janela, varanda, batente de porta existe um Pai-Natal Dependurado. Seja a escalar uma escada, equilibrado num balancé ou apenas seguro a uma corda, ele lá está vermelhusco e entregue às intempéries. Não sei que fenómeno foi este que afectou colectivamente toda a população Portuguesa, mas o que é certo é que poucas são as casas de família que escapam a esta tendência de (extremo) mau gosto. Aparentemente hordas de populares invadiram tudo quanto é loja dos 300 e loja de chineses e adquiriram compulsivamente e sem se deterem sequer em meio segundo de reflexão, tudo quanto era Pai-Natal passível de ser dependurado. Até na minha terrinha de eleição existe um hotel (por sinal muito bem) que ostenta em sua fachada um Pai-Natal a fazer slide. (a fazer slide?! Óh meus amigos….)
Eis o motivo da minha revolta, considero esta manifestação de espírito Natalício completamente desmesurada e visualmente agressiva. Trata-se seguramente de uma ofensiva Natalícia orquestrada sabe-se lá por que potentes forças do mal.
É de estrema importância que os últimos portugueses lúcidos se juntem a mim nesta luta! Vamos criar uma milícia de dimensão nacional que, munida de potentes tesouras e atacando a coberto da noite, vá despojando as casas deste país destes Pais-Natais-Dependurados!
O mau gosto nas fachadas tem de acabar nos azulejos!
Vamos à luta amigos!
e agora a letra da minha música da natal favorita:
Eu matei o Pai-Natal por engano
Quando ele entrou no meu jardim
Parecia um ladrão, com um saco na mão...
Dei-lhe um tiro e foi o fim!
Já o fodi...
Foi então que eu percebi quem ele era
O Pai-Natal ao vê-lo assim
Estendido na relva, deitado...
Olhei para o céu estava estrelado
Vi o Pai Natal na relva deitado
Na relva deitado, ne relva estendido
Filho de uma puta estava todo fodido!
Nota: trautear como o White Christmas até deitado. depois de olhei para o céu, é o ... Olhei para o céu...
De todas as inutilidades que povoam a internet aquelas que mais acho deliciosas são as inutilidades que existem apenas com o propósito de embelezar blogues. Salvam vidas! A coisa funciona da seguinte maneira: se estiveres a atravessar uma fase da tua vida em que te sentes particularmente desinspirado, triste, sob morte cerebral ou insuportávelmente fútil e ainda reunires a esta/s qualidade a coincidência de estares desocupado o suficiente para andares pela internet a perder tempo com merdas sem interesse, podes iludir os visistantes do teu blog com questões de extrema importância como por exemplo: Qual é o meu talento oculto? Surpreendentemente este tipo de fait-divers são extremamente populares e polulam na grande maioria dos blogues.
Ora, sendo eu uma mulher do meu tempo, e que por isso tenho um blogue, e visto que reuno todas as características acima mencionadas aderi de imediato à tendência. Por isso aqui vai, o meu talento oculto:
| Your Hidden Talent |
Your natural talent is interpersonal relations and dealing with people. You communicate well and are able to bring disparate groups together. Your calming presence helps everything go more smoothly. People crave your praise and complements. |
(to be continued)
ai! a preguiça, a preguiça...
- aqueles camiões que me aparecem na estrada sempre que não posso ultrapassar e me obrigam a diminuir a velocidade para 50km/h... (e isto não é só de hoje....)
- a reunião que durou uma hora: o tempo de decidirmos onde almoçar...
- ter feito 240km para esta reunião...
- andar a perder para a preguiça e não escrever o blog...
nota: o almoço até compensaria não fosse o vinho... em bragança faz-se boa posta mas ninguém sabe fazer vinho!