segunda-feira, maio 22, 2006

eh eh eh eh









(grazie tanti pla imagem, auff)

domingo, maio 21, 2006

sexta-feira, maio 19, 2006

citando os próximos XV

"Odeio caracóis, ai que horror!!!! A minha mãe mata-os, pisa-os com os pés, mas eu não sou capaz de os matar! Que nojo! Costumo pô-los num saco com umas ervas e depois deito o saco ao lixo! Agora matá-los? Que horror!"
Filipa Carvalho

quinta-feira, maio 18, 2006

expectativas


a torre construída de delicados filamentos de expectativas (tecidos por uma rara aranha quimérica oriunda do reino de morpheus), ruiu sem aviso para assombro da construtora. Após ter resistido (surpreendentemente), a inúmeras tempestades, tremores de terra e até a uma avalanche, bastou que uma pequena brisa soprada distraidamente na direcção errada fizesse cair sobre terra o insólito edifício. parecia que a vida estava a mandar um recado à construtora: o problema talvez não esteja nas intempéries mas sim na qualidade da construção... o material escolhido talvez? a construtora engoliu em seco e em vez de fazer o curso de engenharia civil voltou à leitura dos clássicos infantis especialmente aquele que conta a história dos três porquinhos que resolveram construir uma casa, o primeiro(...)

segunda-feira, maio 15, 2006

porque hoje sou eu quem escolhe

"Gracias a la vida"

Gracias a la vida, que me ha dado tanto.
Me dio dos luceros, que cuando los abro,
Perfecto distingo lo negro del blanco,
Y en el alto cielo su fondo estrellado,
Y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto.
Me ha dado el oído que, en todo su ancho,
Graba noche y día grillos y canarios

Martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
Y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto,
Me ha dado el sonido y el abecedario.
Con él las palabras que pienso y declaro,
"Madre,", "amigo," "hermano," y los alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto.
Me ha dado la marcha de mis pies cansados.
Con ellos anduve ciudades y charcos,
Playas y desiertos, montañas y llanos,
Y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón, que agita su marco.
Cuando miro el fruto del cerebro humano,
Cuando miro al bueno tan lejos del malo.
Cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la risa, y me ha dado el llanto.
Así yo distingo dicha de quebranto,
Los dos materiales que forman mi canto,
Y el canto de ustedes que es el mismo canto.
Y el canto de todos que es mi propio canto.
Gracias a la vida que me ha dado tanto

sábado, maio 13, 2006

viu-se e recomenda-se


Pela Companhia
TUTRA, Teatro Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro
Texto
Woody Allen

"Uma história de gregos antigos em discussão para um público tardio, num teatro onde o absurdo toma o lugar de protagonista. Uma peça dentro de outra, onde Deus assume um papel dúbio, onde todos são manipulados. A realidade como uma ficção, a dúvida como sentimento constante. “E se tudo é uma ilusão e nada existe?” fonte TVR

Os meninos do TUTRA estão, mais uma vez, de parabéns! Grande peça, grande encenação e grandes interpretações!
Também eu quero um roupão!!!!

sexta-feira, maio 05, 2006

citando os próximos XIV

"Nem está bem nem está mal. Está uma merda!"
Cândido Cardoso

quinta-feira, maio 04, 2006

ando

desaparecida porque estou muito ocupada a ser um:







só me falta o:











....

(beijos pa minha irish gal ******)

quarta-feira, abril 26, 2006

citando os próximos XIII

"A couve é nossa!"
Fernando Martins

terça-feira, abril 25, 2006

segunda-feira, abril 24, 2006

in the mood for...

Summertime,
And the livin' is easy
Fish are jumpin'
And the cotton is high

Your daddy's rich
And your mamma's good lookin'
So hush little baby
Don't you cry

One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky

But till that morning
There's a'nothing can harm you
With daddy and mamma standing by

Composição: George and Ira Gershiwn

citando os próximos XII

"O presunto é o Rei dos enchidos!!!"
Giga

quinta-feira, abril 20, 2006



I'll be right back on the wall!

terça-feira, abril 11, 2006

a ana lúcia é especial


Conheci a Ana Lúcia no meu primeiro ano da universidade, vinha transferida de outro curso, acho que era enfermagem. Como não era caloira não covivíamos muito com ela mas em breve a sua presença impôs-se entre nós. A Ana Lúcia era especial, circulavam histórias sobre ela a todo o vapor. A maior parte delas prendiam-se pelas perguntas singulares que dirigia aos profs, já agora, tratava-os sempre por sr. doutor, o que eles odiavam, até porque a a maioria não eram senhores doutores coisíssima nenhuma. As perguntas eram de tal ordem que punha toda a gente a pensar se ela era realmente fraca de ideias ou se estava apenas no gozo. Tinha um cabelo oxigenado, era alta e usava óculos, vestia-se como a minha mãe se vestia quando tinha a minha idade, mas na altura percebia-se, era moda. Andava sempre com um guarda chuva XXL com o qual agrediu um colega nosso só porque ele disse qualquer coisa particularmente nojenta, não me lembro muito bem mas acho que tinha a ver com mucosas nasais. Foi minha parceira numa aula prática de química e como tinha tanto jeitinho como eu para manusear tubos de ensaio, a nossa experiência resultou num fracasso completo. Quando eu estava sorrateiramente a copiar os resultados dos colegas de lado ela vociferou: Ai não! Temos de repetir! A professora, que estava com tanta vontade de ficar mais meia hora no laboratório quanto eu, fingiu que não ouviu e eu lá consegui copiar os resultados. Quando consegui mudar de turma a química (eu fugia das aulas às oito da manhã como o diabo da cruz), a Ana Lúcia apanhou-me num corredor e de guarda chuva em riste acusou-se de só ter mudado de turma por causa dela. Lembro-me que houve um professor que um dia lhe disse taxativamente: O que voçê está aqui a fazer? Isto não é para si! Passados uns tempos a Ana Lúcia foi-se apagando da paisagem, não sei sequer se chegou a acabar o curso. Então porquê que estou a falar disto hoje? Porque a encontrei. Aliás neste ultimos sete (ou oito) anos encontro-a esporádicamente e é sempre a mesma coisa: em menos de um minuto e com três perguntas apenas consegue ficar sempre a saber da minha vida toda, ignora quaiquer questões que lhe faça e despede-se sempre com muita pressa de ir a qualquer lado. Mas desta vez, (ah!) ia ser diferente. Vinda do mercado e carregando dois ramos de flores e um de salsa (a verdadeira razão pela qual fui ao mercado), vi-a ao longe e pensei: hoje não me ganhas!
Lá veio ela toda sorridente na minha direcção espetou-me duas beijocas, ignorou a minha ingénua pergunta: Então que andas a fazer? e de uma rajada inquiriu: já cabaste o curso? estás a trabalhar? já fizeste o estágio? Respondi a tudo o mais rápido que pude para poder devolver as perguntas, mas não consegui, e lá foi ela com muita pressa, com o seu cabelo amarelo a esvoaçar ao vento.
A Ana Lúcia é especial.
( e não a ignoro porque continua a usar o mesmo tamanho de guarda-chuvas)

segunda-feira, abril 10, 2006

eu sou um

sábado, abril 08, 2006

citando os próximos XI

" O que as lojas de bebés/pré-mamãs têm em comum com as sex-shops é que ninguém percebe exactamente para que raio servem aquelas coisas todas."
Marisa Sousa

quinta-feira, abril 06, 2006

há pior (?)

segui

o sergy e o resultado foi este:


(acho que esta se qualifica como uma das coisas que eu preferia não saber....)

terça-feira, abril 04, 2006

"efectivamente escuto as conversas"

(na esplanada de um bar)
rapaz1- sabes, tentei contruir um blog depressivo...
rapaz2-sim, e então?
r1-não consegui...
r2-problemas com a net?
r1-não foi bem isso... não consegui escrever nada depressivo...
r2-isso foi pouco profissional da tua parte...
r1- pior! sempre que tentava escrever qualquer coisa, só me saiam piadas e mensagens positivas!
r2-bem, se calhar não estás deprimido?!
r1- pois se calhar não... mas não achas absolutamente trágico?
r2- o quê?
r1- um tipo como eu não estar deprimido...
r2- ???
r1- pensa bem: estou desempregado à sete meses, não sou bonito, não me sei vestir, as miúdas agem como se eu tivesse um sinete como os leprosos na idade média, vivo com os meus pais que já demonstraram, mais do que uma vez, que estão um bocadinho fartos de me ter lá por casa, o meu único amigo és tu, aliás nem sei como me aturas, se um dia mudas de cidade não tenho com quem tomar café, ninguém se ri das minhas piadas, nem tu! sou aquilo que se pode chamar de um incompetente social. e no entanto, não estou deprimido?! achas normal?
r2- nem um pouco! devias ser objecto de estudo antropológico...
r1- será que é aceitável um tipo defenestrar-se porque não está depressivo?
r2-seria uma infâmia, meu caro... e mais uma vez, pouco profissional.
r1- e será possivel eu ficar deprimido porque não consigo estar deprimido?
r2- se te esforçares o suficiente... ainda és capaz...
r1- ó pá não sei que faça...
r2-sabes? eu também não compreendo...
r1- que eu não esteja deprimido?
r2- não. não compreendo é como ainda te aturo...
(riram-se e mandaram vir mais finos e tremoços)

segunda-feira, abril 03, 2006

citando os próximos X

"porquê que as batatas grelam e os grelos não batatam?"
bitinho

domingo, abril 02, 2006

in carmuue's magazine (VI)

"Rapariga irritada mata homem irritante"
(cont.)
(…)Eu estava à espera que ele lutasse, mas não. Acho que esteve incrédulo até ao último momento. Mas depois era tarde demais. Não foi fácil matá-lo. Primeiro, com aquele sangue todo a jorrar, nem conseguia ver bem o que estava a fazer, e depois aquela gente toda aos gritos… desconcentra qualquer um! Quando ele tombou na mesa pensei: a ti Maria fez canja! Se eu soubesse tinha almoçado cá!
No café só estava eu e o sr. Almeida, tinha fugido tudo como se eu fosse matar mais alguém depois daquele. Esta gente é doida! (pensei eu). Pedi ao sr. Almeida para chamar a polícia porque tinha deixado o telemóvel em casa. E sentei-me à espera deles. Lembro-me de ter pensado: Afinal sempre matei o meu porco!
Devo-o ter feito em voz alta porque o sr. Almeida perguntou: disse alguma coisa menina? E eu disse-lhe que não era nada, que estava a falar com os meus botões, que fosse para casa que aquilo estava tudo uma porcaria que ainda se sujava e que depois a sua mulher não ia gostar nada. Pedi-lhe ainda que entregasse as minhas desculpas à ti Maria, coitada, não merecia que eu lhe tivesse sujo o café todo. Se ao menos aquele porco tivesse sangrado menos… mas não… até depois de morto irritava!
A Sra. Repórter que saber se estou arrependida? Ai que até parece o juiz! Digo-lhe o mesmo que lhe disse a ele. Não estou, nem um pouco arrependida. Sabe, há um limite para a quantidade merdas (desculpe a expressão), que uma rapariga pode aguentar. Eu sentia sempre uma pressão muito forte em dar a entender que eu achava que tudo era uma brincadeira, que ele não me importunava nada, mas acontece que às vezes ele tinha o poder de me estragar os dias. E isso não se faz a uma rapariga.
Não, não me incomoda a ideia de ficar presa por um bom tempo. Acho que vou aprender a falar mandarim. Dizem que são precisos 10 anos para a prender a fazê-lo realmente. E convenhamos, que disponibilidade de tempo não será propriamente um problema, certo?» A rapariga irritada piscou o olho, apagou o cigarro e deu por encerrada a entrevista.
A rapariga irritada não parecia irritada.
Fim.

sábado, abril 01, 2006

in carmuue's magazine (V)

"Rapariga irritada mata homem irritante"
(cont.)
A C’sM consegui uma entrevista em exclusivo com a rapariga irritada, o seu advogado disse-nos que ela até apreciava a nossa publicação. Não a irrita, percebe? Disse-nos ele. A equipa deslocou-se então ao estabelecimento prisional de VR onde se encontra actualmente a arguida.
«Aquele estava a ser um dia mau. Sabe aqueles dias em que parece tudo correr no sentido contrário, em que não há maneira de controlar o cabelo, decidir o que vestir ou encontrar um bom lugar para estacionar? Fui comprar a vossa revista a um quiosque e estava alguém a comprar o último exemplar. O único pacote de leite que havia no frigorífico tinha passado de validade, no trabalho parecia que tinham anunciado o fim do mundo e que toda agente tinha desistido de trabalhar menos eu. Estava eu no Tasco do Mandrião a tentar ler o Jornal de Notícias e a pensar: mas que diabo, ele é só desgraças! Nem um a noticiazinha simpática sobre um cão que foi adoptado ou uma criança que plantou uma árvore. Nada! Fechei o jornal com violência e pousei-o na mesa. Apareceu logo o homem irritante a perguntar se podia pegar nele. Eu disse que sim e ele pegou no jornal, mas antes de ir para a sua mesa disse qualquer coisa sobre eu estar especialmente comestível nesse dia. Olhei para ele cega de raiva. Não soube como responder. Eu respondo sempre, sou daquele tipo de mulheres que insulta os condutores de carros quando eles mandam piropos e manda para sítios menos agradáveis os senhores que trabalham nas construções. Naquele dia fiquei muda. Mas não foi bem por não saber o que dizer, foi mais uma sensação… de ter já dito tudo… de os argumentos possíveis estarem completamente esgotados… de… de chegar ao fim de um caminho… levantei-me com violência e fui para casa. Não sabia o que ia fazer para casa, afinal ainda me faltava uma tarde de trabalho. Mas naquele momento era o único local possível. Quando cheguei comecei a lavar a loiça do pequeno-almoço furiosamente, depois sequei-a e depois arrumei-a. Foi então que a vi. Estava na gaveta dos talheres, era um facalhão enorme. Lembrei-me do dia em que a comprei. Lembrei-me de ter pensado mais tarde: mas para que raio quero eu uma faca deste tamanho? Nunca a vou usar! A não ser, é claro, que vá matar um porco! Lembro-me que na altura ri-me, eu a matar porcos! Cruz credo! Mas naquele dia não me ri. Nem um pouquinho. Naquele dia soube porque tinha comprado a faca. Meti-a na carteira a voltei à Tasca. Dirigi-me ao homem irritante. Ele olhou para mim, sorriu e disse qualquer coisa que eu não ouvi. Quando viu a faca na minha mão ficou com os olhos muito arregalados, fixados primeiro da faca e depois em mim.
(cont.)

sexta-feira, março 31, 2006

in carmuue's magazine (IV)

"Rapariga irritada mata homem irritante"
(cont.)
(...)A ti Maria tem razão, eu realmente vi tudo. Sabe, eu não costumo comer fora mas a minha Alice estava com os azeites nesse dia e disse-me que não havia almoço. Não sei como me lembrei de ir à Tasca do Mandrião, mas lá fui, a ti Maria cozinha duma maneira que me faz lembrar da comida da minha mãe. No fim de almoço bebi um cafezinho com cheiro ao balcão, a ideia era perguntar à ti Maria o que havia de fazer com a minha Alicinha, ela é mulher mais velha, havia de me saber aconselhar. Eu tinha visto a rapariga a sair, de rompante e percebi que tinha alguma coisa a ver com o que o homem irritante lhe tinha dito. Lembro-me que na altura até pensei : este tipo é um parvalhão! Quando ela voltou achei que algo mudara nela, estava estranha, como se tivesse os olhos vidrados. Caminhou lentamente até à mesa onde estava o homem a comer uma canja e como que em câmara lenta vi-a a tirar aquele facalhão da carteira e a espetar-lho no pescoço. Ela tinha muita força, é preciso muita força para matar assim um homem, eu sei porque estive na guerra e já vi muitos a morrer. Desatou tudo aos gritos, a correr, a fugir. Estava tudo doido, em pânico! Menos eu, eu e a rapariga. Ficámos os dois no café vazio. Ela olhou para mim com a faca ensanguentada na mão e disse: «desculpe lá incomodá-lo Sr. Almeida, mas acho que agora o Sr. devia chamar a polícia. Não se preocupe que eu espero por eles.» Sentou-se numa mesa, cruzou as pernas e acendeu um cigarro. Estava bonita, ela, naquele dia. Bem bonita.»
(cont.)

quinta-feira, março 30, 2006

interrompo

o meu folhetim de faca e alguidar para espalhar a notícia: O meu professor de canto diz que a minha patologia nas cordas vocais (não consigo abrir os àààààààs), se deve à forma como eu me rio...
é caso para dizer que é uma coisa à la carmo: não é o tabaco que faz mal, nem o alcool, nem as noites mal dormidas.... é o meu riso...
pode então dizer-se que é uma patologia carmística!!!

in carmuue's magazine (III)

"Rapariga irritada mata homem irritante"
(cont.)
A C’sM tentou ainda contactar a mãe do falecido, mas esta encontrava-se indisponível para comentários, no entanto a D. Arminda, vizinha, prestou declarações: «Estou com muita pena da minha vizinha, sabe, ela não merecia isto. Sempre tão alegre, bem disposta, a animar a gente! Mas, verdade seja dita, ela também não merecia um filho daqueles. Com aquele espírito era mulher para gostar de viajar, de sair com as amigas, de namorar. Mas à conta daquele emplastro não podia fazer nada disso, a coitada. Onde é que já se viu, um homem daquela idade a viver com a mãe, a depender dela para ter as refeições a horas, para ter a roupa arranjada. É de desconfiar se um homem tem aquela idade e não houve mulher que o quisesse. Anda prái tanta mulher desesperada… No meu tempo, sabe, os rapazes iam para a tropa e saiam de lá homens! Foi o que faltou a este, sabe, uma temporada no ultramar. Isso é que eram tempos!».Na tentativa de averiguar os factos a equipa de reportagem tentou falar com as testemunhas do crime. A ti Maria, proprietária do café onde se deu o crime, diz que não viu nada «estava a assar uns choiriços para uns senhores que estavam naquela mesa acolá, não vi nada, mas falem como Almeida das cervejas, esse estava ao balcão se bem me lembro, deve ter visto tudo.» O Almeida das cervejas contou à C’sM: «Eu sou só da empresa de distribuição de cervejas, venho cá de vez em quando entregar uns barris. Mas sim, conhecia-os aos dois. A ele mais, estava sempre aqui e tinha sempre uma piada na ponta da língua. A ela menos mas tinha a ideia de uma moça simpática, educada, sempre com um sorriso na boca. Ultimamente sorria menos, mas nunca deixou de ser educada comigo. »
(cont.)

quarta-feira, março 29, 2006

in carmuue's magazine (II)

"Rapariga irritada mata homem irritante "
(cont.)

A C’sM (carmuue’s magazine), falou com alguns dos conhecidos da vítima que manifestaram o seu pesar pela morte do homem irritante. Patrício, que trabalhava com o homem disse ainda «Ele vai fazer falta cá no serviço, nunca conheci pessoa que soubesse tantas anedotas porcas, era um enchente de rir quando ele estava bem disposto. Se bem que admito que havia dias em que ele, bem, era um bocadinho difícil de aturar, chegava a ser irritante, sabe, com as suas teorias do arco-da-velha e os seus piropos às senhoras da limpeza. Houve até uma que se despediu e acho que as suas tiradas peganhentas tiveram alguma coisa a ver com isso. Aqui entre nós, se não fosse a rapariga irritada a fazer isto, não faltavam era candidatas! Ah pois, é! O tipo andava a pedi-las… a minha mulher até me proibiu de o levar lá a casa. Dizia-me sempre: Patrício não sei como aturas este pedante! E olhe que a minha Sãozinha é do mais paciente que há!»
O polícia encarregue do caso revelou à C’sM que não havia investigação qualquer a fazer. «Quando lá chegámos a rapariga estava sentada numa cadeira a fumar um cigarro, parecia estar muito calma. A arma do crime estava pousada em cima da mesa e pingava de sangue. Olhe, nunca vi tanto sangue na minha vida, e isto em vinte anos de carreira!!! O cadáver estava meio tombado sobre a mesa com o nariz enfiado na canja de galinha. Ele era sangue por todo lado, no cadáver, na parede, na canja, no Jornal de Notícias que estava ali aberto na secção de desporto e havia uma poça debaixo dele que parecia nunca parar de aumentar. Parecia saído de um filme de terror. Até tenho pesadelos com isso! Quando eu entrei a rapariga ofereceu-me um cigarro e eu disse que não, que não fumava. Ela respondeu: Também eu queria não fumar, mas esta vida, senhor agente, não está fácil… Era muito simpática a rapariga. Ainda tivemos a falar um bocado, aparentemente andou na universidade com a minha filha mas nunca foram grandes amigas. Eu percebo, a minha filha consegue ser irritante às vezes!»

terça-feira, março 28, 2006

in Carmuue's magazine

"Rapariga irritada mata homem irritante"

A tragédia abateu-se sobre a pacata cidade de Vila Real quando uma mulher assassinou um homem a sangue frio num café local. Conhecidos da vítima manifestam total horror e surpresa pelo acontecimento. A dona do estabelecimento, A Tasca do Mandrião, onde ocorreu a desgraça falou com a carmuue’s magazine (C'sM). «Olhe, eu já devia ter adivinhado que isto estava para acontecer. O homem irritante, andava mesmo muito irritante ultimamente, e ela, sabe, é das de pavio curto, ninguém se lhe pode dizer nada que ela responde à letra, nunca deixa ninguém ir sem troco… Ele até lhe achava piada ao jeito e dizia-me - Ó ti Maria, isto é amor, a sujeita diz que não, diz que não mas é amor! Pelo seu lado ela dizia-me, mexendo no café, Este tipo não tem emenda, Deus o ajude se um dia eu me chateio a sério! E daí, acho que nem Deus o ajuda, nunca vi coisa igual! Que homem irritante! Eu sorria e dizia-lhe que não ligasse, que ele era mesmo assim, deixá-lo ser desgraçado à maneira dele, homens irritantes como ele acabam sempre sozinhos, sem eira nem beira…Ele há-de ter o que merece, continuava eu a dizer. No início parecia funcionar, a rapariga irritada piscava-me o olho e dizia, tem toda a razão, ti Maria, ele nem merece que a gente se aborreça, e lá ia à vida dela. Mas depois…Mas olhe, que se eu pudesse ter evitado isto evitava. Não por ele, sabe, que era mesmo irritante e fazia-me a cabeça em água, e eu com tanto trabalho no meus estaminé e ele sempre a contar-me as suas histórias… que Deus ou o Diabo o tenham! Mas por ela, coitadita, tão boa moça, tão novinha, com uma vida pela frente, para o que lhe havia de dar…»

(to be continued)

isto de ter

tempo a mais nas mãos não é só desvantagens...olhem só o que eu descobri:

a obra de jed dougerty. a sua página oficial descreve o seu trabalho como:

"His paintings and sculptures are primarily depictions of women, concerned with creating images of female power, as expressed through physical mass and energy. There is a fantastic or surreal element to many of his paintings, reflecting his interest in mythology and odd juxtapositing."
porque eu também aprecio mulheres poderosas, deixo aqui uma das minhas pinturas favoritas e o convite para lá darem uma espreitadela!

um dias destes....

aprendo a não matar plantas...

segunda-feira, março 27, 2006

eu sou um

domingo, março 26, 2006

parece-me

que só eu gosto desta música, mas eu insisto...

Carrossel Dos Esquisitos

Clã
Composição: Hélder Gonçalves

sou mais um no carrossel
dos esquisitos
gente feia a girar
não é bonito?
juntos vamos celebrar
esta nossa palidez
que não dá p’ra disfarçar

como abutres no céu
são quase lindos
dois feiosos a rodar
gritando e rindo
são aberrações no ar
oh meu querido
fecha os olhos p’ra me beijar
que o mundo vai-se acabar

menos p’ra ti e p’ra mim
enquanto eu não te olhar
de tão perto assim
p’ra não me assustar

se uma bomba nuclear
tem a sua beleza
gente feia tem também
nem mesmo mata ninguém
que não mereça
sim morrer por ser ruim
por fazer sofrer
quem me quer assim

sobramos só nós dois ninguém
p’ra comparar
o nosso bolo de arroz
com champanhe e caviar

um dia destes...

encontro-me!

foto roubada aqui

(grazie tanti egur!)

sábado, março 25, 2006

esta é



para os meus (não muito) queridos fantasmas
que resolveram aparecer em debandada esta semana:

VADE RETRUM!

sexta-feira, março 24, 2006

sugestões para o fds

"Fica comigo esta noite", Inês Pedrosa

Esta compilação de contos oferta verdadeiros momentos de humanidade. Destaque para "Conversa de café", o favorito aqui da menina! "Eu cantava o fado numa tasca de Alfama. Cantava sópor desporto, às sextas e sábados, pela noite fora. Por sinal cantava bem. Pelo menos era o que me diziam, que eu era afinadinha. Punha tudo a chorar, até carregava nas letras para puxar as lágrimas, inventava umas desgraças mais desgraçadas ainda do que me chegavam à voz."


"O vendedor de passados", José Eduardo Agualusa

Félix Ventura tem um ganha pão invulgar, vende passados falsos a prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana, que nada teme do futuro mas que lhe falta... um passado glamouroso. Curiosamente esta ocupação permite-lhe uma boa vida, confortável e que ele dedica à pequenas coisas que lhe dão prazer, a leitura, as mulheres e as conversas um um amigo com o qual partilha a casa. " A semana passada Félix Ventura chegou mais cedo e surpreendeu-me a rir enquanto lá fora, no azul revolto,uma nuvem enorme corria em círculos , como um cão, tentando apagar o fogo que lhe abrasava a cauda. "

uma história como qualquer outra

rapariga conhece rapaz.
rapaz é tudo o que a rapariga gosta: soturno, estranho, é capaz de manter conversas sobre ficção científica, filosofia, filologia e termodinâmica.
rapariga está maravilhada.
com o tempo sem que se dê conta começa a pensar nele com alguma frequência, a frequentar sítios nos quais ele é habitué, a ler livros que ele gostaria, a pensar o que pensaria ele sobre filme que estava a ver no momento...
lentamente vai surgindo uma relação de amizade perfeitamente normal e saudável, pelo menos da parte do rapaz, a rapariga sente alguma dificuldade em controlar a sua obsessãozita, mas aparentemente ninguém repara...
nem o rapaz
e a rapariga suspira....
de repente, surge o momento revelação, pelo menos é o que o rapaz diz, que tem uma revelação para fazer à rapariga.
a rapariga sente um friozinho no estômago, "é agora, ele vai dizer que gosta de mim... iupi iupi! só pode senão ele nunca teria bebido a vodka do meu stilete naquele noite... só os apaixonados fazem isso (pelo menos é assim nos filmes)..."
então o rapaz revela, que está apaixonado... por uma amiga da rapariga...
a rapariga percebe então que há dois tipos de homens que bebem bebidas nos sapatos das mulheres: os apaixonados (nos filmes), e os bêbados que não se dão conta do que estão a fazer (na vida real)...
é evidente que o rapaz se inclui na segunda categoria.
a rapariga fica fodida.
passados uns bons anos durante os quais a relação esmoreceu e o contacto deixou de ser tão frequente, o rapaz voltou a parecer na vida da rapariga... um telefonema aqui, uma sms ali, um e-mail acolá...
a rapariga está orgulhosa de si. sente-se madura e resolvida. já não há vestígios de obsessão!
até que o rapaz diz que vai até à cidade da rapariga e diz que quer jantar com ela...
o friozinho no estômago volta, a incapacidade de concentração e a ansiedade também.
no dia a rapariga escolhe a roupa com mais cuidado e faz o risco nos olhos com especial mestria.
olha o resultado e gosta do que vê.
"é hoje que ele vai reparar em mim!", pensa a rapariga.
durante o jantar, por entre as quiches de legumes e o santal rad, o rapaz fala...
fala de filosofia, de termodinâmica, do trabalho, dos amigos, da família e do último livro de SF que leu...
a rapariga fica fodida.

quinta-feira, março 23, 2006

porque me apetece

Pagu

Maria Rita

Composição: R. Lee E Z. Duncan

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra

Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Ratátátá

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem
Minha mãe é Maria-Ninguém
Não sou atriz-modelo-dançarina
Meu buraco é mais em cima

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Ratátátá

nota: é que gosto do ratátátá


domingo, março 19, 2006

passando o testemunho

do desafio que se põe:
«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»

e que eu já aceitei, passo o testemunho para:

  1. Fi@ do "Phia's";
  2. Bitinho do "A vida social de um ser digital";
  3. Susie do "nseis";
  4. 100 papas na lingua onde quer que esteja;
  5. MariMari do "Pistoleira em inicio de carreira";

Pois é amigos, a vida é cruel mas eu sou mais!

sábado, março 18, 2006

O menino pede, o menino tem:

Manias da carminho:

  • Tenho a mania de cantarolar enquanto ando na rua e as pessoas ficam a olhar para mim com um ar surpreendido e às vezes divertido. A melhor parte é que não me dou conta que o faço pelo que acho sempre estranha a reacção dos transeuntes. Por vezes chego a casa e exclamo: Ó pá não sei o que tenho hoje! Fica tudo a olhar para mim… ou estou muito bem vestida ou muito mal vestida
  • Tenho a mania das limpezas na forma verbal: “Tenho que limpar as casas de banho” “Tenho que dar um jeito à cozinha” “Tenho que tirar aquele cotão do quarto e fazer desaparecer a pilha de roupa” “ Tenho que varrer este pêlo todo do chão”…(ande soi one, ande soi one)… Consigo dizer isto tudo e continuar em frente da televisão e manter uma actividade equiparada à de uma amiba…
  • Tenho a mania de fazer listas de coisas para fazer no dia a seguir. Chamo-lhes “to do list”. Normalmente estão divididas em coisas que tenho de fazer na rua, actividades indoors e telefonemas a fazer… Sempre que cumpro 80% destas listas sinto-me responsável e cumpridora. O problema é… que nunca as cumpro!
  • Tenho a mania de bater com o pé no chão quando estou irritada com alguma coisa. Faço isto desde o tempo em que ainda acreditava no Pai Natal.
  • Tenho a mania que sou mais magra do que realmente sou e em consequência disso costumo derrubar coisas à minha passagem e arranjar nódoas negras pelas razões mais estúpidas.

Manias da carminha:

  • Tenho a mania de soltar gargalhadas à lá Pilar Ternera e consigo com isso despoletar situações extremamente incómodas e que chamam sobre mim a atenção dos que me rodeiam mesmo quando isso é a última coisa que desejo ( there is no sutch thing as a carmuue’s low profile).
  • Tenho a mania de adiar tudo para o dia seguinte e para o dia a seguir e assim sucessivamente.
  • Tenho a mania de comprar livros a um ritmo muito superior ao que emprego ao lê-los.
  • Tenho a mania de comprar livros em alfarrabistas por razões que ultrapassam as monetárias… gosto que os meus livros tenham passado, páginas amarelecidas, aromas inindentificáveis, gosto ainda das traduções antigas, do português arcaico e das pequenas notas que os antigos proprietários deixam nas margens… enfim, gosto.
  • Tenho a mania de ter um blog absolutamente umbiguista e cuja temática exclusiva é a minha pessoa e que roça a megalomania...

o desafio é este

«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»

e partiu deste menino .
depois de superada a irritação inicial retiro-me para reflectir sobre a minha pessoa, algo que sempre me dá bastante prazer (não consigo evitar ser interessante), e pretendo voltar com as minhas manias.... não deve muito ser dificil...

Sugestões para o fds

Como hoje as minhas sugestões chegam tarde e a más horas resolvi sugerir apenas um livro... É uma autêntica delícia e de uma sensibilidade apenas compreensível por amantes de animais... boa leitura e bom fim de semana....


"Cão cabeçudo" , Daniel Pennac e Milles Hyman
Editora Terramar

Esta é a história de um cão, um Cão cabeçudo, e da sua dona, a Maçã. A história começa quando eles se conhecem no canil e continua enquanto o cão tenta educar a Maçã, não é fácil, mas o nosso Cão não é um cão vulgar...
" Para já, quando um Cão é um Cão achado, nõ tem direito a fazer fitas!"
"O Cão deu um salto, voltou a cair sobre as patas, arreganhou os dentes e eriçou o pêlo. O que ali estava na sua frente era a aparição mais terrível que ele alguma vez vira."

sexta-feira, março 17, 2006

in "diário da carmuue"

Querida carmuue:

Encontrei um pêlo de gato na minha cama.
Será que o meu cão me anda a trair?

Sãozinha das Coubes

quinta-feira, março 16, 2006

citando os próximos IX

"Gosto muito da palavra Eclético, parece parecido com Bicicleta mas não é."
Bitinho

terça-feira, março 14, 2006

hoje estou assim

Image hosting by Photobucket

...uma péssima companhia..... dor de cabeça...mau humor, já gritei com o cão e com o computador com o cotão e com a roupa que tenho por passar a ferro....

(do not disturb)

(suspiro)

"Está um dia tão bonito
E eu não fornico"

A.Lopes

segunda-feira, março 13, 2006

vou doar o meu cérebro à ciência...

  1. Fui almoçar com os meus pais a VC e, passadas cerca de três horas quando voltei ao meu carro encontrei, nem mais nem menos, as chaves do dito em cima do tejadilho.... tinham lá ficado aquele tempo todo.... acometida pela mais esmagadora estupefacção, só tive tempo de evitar um sermão paternal sobre responsabilidades e afins com um: Vá, toquem-me que dou sorte!
  2. Quando finalmente decidi voltar à terrinha depois de um violentíssimo fds na borga lembrei-me, já a caminho, que não tinha chaves de casa, enquanto tentava telefonar às três pessoas que tinham chaves de minha casa passei pela portagem e não tirei o ticket... o mais bonito é que só quando passei Valongo é que me apercebi da asneirada... bonito!
  3. já vai para quase um mês que eu não sei da minha chave do correio... hoje surripiei a conta da luz e não gostei nada!... todas as lojas onde me vou informar sobre substituições de fechadura me dizem que é melhor chamar os bombeiros... chamar os bombeiros por causa da minha revsita dos círculo de leitores? e eles não deviam andar a salvar vidas e isso? e não se paga praí uns 25 euros?... Alguém conhece um bombeiro que me faça um desconto?

"Há dias Em que Mais vale...

Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas

Há dias
Em que cada passo e mais um
Castigo de DeusParece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus

A noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p'ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro

Já vi
Há dias em que tu
não cabes em ti

Avança
Na cara desse torpor
Que te perde e te seduz
A espada como a um Matador
Com o gesto maior
Do seu peito Andaluz
Avança
Com a raiva que sentes
Quando rangem os dentes
Ao peso da cruz

Enfim,
Há dias em que eu
Também estou assim
Parece que pagamos os
Pecados deste mundo
Amarrados aos remos de um
Barco que está no fundo.

Ala Dos Namorados
Composição: Manuel Paulo; João Monge

sábado, março 11, 2006

citando os próximos VII

" Ai filha! que isso é benano pó cóxstrol"
Lurdes Pereira

sexta-feira, março 10, 2006

este fds

não faço sugestões de leitura!
nhanhanhanhanha

(...as if you care...)

so... what's new?

You Are 80% Weird
You're more than quirky, you're downright strange.But you're also strangely compelling, like a cult leader.
How Weird Are You?

quinta-feira, março 09, 2006

e não é que

aos 27 anos ela percebeu porquê que as outras mulheres fazem birras... porque resulta!

hoje estou assim

quarta-feira, março 08, 2006

Dia internacional da mulher

(Porque me irrita a maneira como actualmente se celebra o dia da Mulher, e porque sobre isso já disse o que tinha a dizer, gostaria de dar uma perspectiva etimológica à coisa. A informação que se segue foi recolhida aqui)

PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.

(Lembram-se agora para que serve o Dia Internacional da Mulher?)

aparentemente

estou com uma crise existencial pelo que coloco ao vosso dispor uma forma de me informardes da melhor maneira de descrever aqui a minha singela pessoa ... estejam à vontade que não irão sofrer retaliações...(eh eh)
é só ir até aqui e e selecionar 6 adjectivos... (eu sei são poucos...mas não fui eu quem fez as regras...)

terça-feira, março 07, 2006

perspectivas

sozinha não...tenho antes o destaque que mereço!

citando os próximos VII

"Fora da bouça, ca bouça é nossa!"
Zé Gabriel

eh eh eh


(Cliqueite to aumenteite)

domingo, março 05, 2006

eu tardo mas chego!


eis a foto das famosíssimas seguranças que permitiram que aquela louca festa de Carnaval não descambasse (claro que houve confusão na mesma mas nós estavámos fora de serviço... em coffe break)
Saudosas recordamos a bela Sheilla que com 10 strumpfs e 20 escoceses atrás dela só pôde contar com a nossa protecção para manter a sua honra...

e eu que até não acredito

muito naquelas tretas das coincidências e dos sinais e mais não sei o quê... não resisti e roubei este texto no lugar da susie. Muuuito obrigada pela visita susie!

sexta-feira, março 03, 2006

sugestões para o fds III



"Parábola do cágado velho", Pepetela

"Ulume, o homem, olha o seu mundo. Por vezes a terra lhe parece estranha. Fica num planalto sem fim, embora se saiba que tudo acaba no mar." Um livro delicioso que nos permite uma visão intimista sobre a guerra civil de Angola, de como separou famílias e os conflitos entre as velhas tradições e os novos costumes "mais civilizados".

"Os coxos dançam sozinhos", José Prata

O inspector da Polícia Judiciária Porto Brandão acumula com as suas funções de manter a sociedade limpa de crimes, o hobbie de matar velhas prostitutas. As coisas complicam-se por ser ele o inspector encarregue do caso e tornam-se ainda mais alarmantes quando ele se apercebe que as cenas dos crimes não se encontram exactamente como ele as deixou....

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

hoje estou assim

citando os próximos VI

"A menina dança? Então dance prái!"
Pedro Lordelo

domingo, fevereiro 05, 2006

citando os próximos V

"Só queria ser um chinelo
Um chinelo que tu usasses
Para ir onde tu isses
Para estar onde tu estasses."
Tiago César

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

“Memories…

Like the colours of my mind, whispered words upon a memory of the way we where…”
( pronto, já chega de música piegas)
Ontem à noite enquanto arrumava alguma da roupa que emprestava ao meu quarto um ar caótico, derrubei uma das muitas caixas que possuo (tenho a mania de desorganizar tudo em caixas, é uma obsessãozita…), detive-me na operação de arrumação (que tinha começado tão bem…) e dediquei-me a explorar o conteúdo da dita. Trata-se de uma caixa que me ultrapassa em idade que eu adoptei aquando uma das minhas explorações de velhos guarda-fatos. Com o tempo fui guardando um pouco de tudo, principalmente papelinhos, papelinhos e mais papelinhos. Papelinhos com as poesias favoritas dos poetas favoritos, papelinhos com más poesias da minha autoria. Papelinhos com letras de músicas, ou com citações, inventários de bijuterias, listas de prendas que desejava receber no natal, listas de livros que pretendia adquirir. Cartas que me escreveram, cartas que nunca enviei. Caderninhos de dedicatórias de colegas dos quais já não me lembro. Um envelope cheio de pétalas de rosas em jeito de recuerdo de uma certa prenda de aniversário. Vários postais com os actores do Bervely Hills 90210 (don’t ask!). Uma caixita de cartão onde estava guardado o meu primeiro tereré e uma nota: “Verão de 94, Algarve, Agosto, Caso não me lembre foram umas férias altamente e detestei o Algarve”.
Mas o melhor, o Top Ten dos papelinhos, eram as várias correspondências que mantive com algumas das minhas (ainda hoje), maiores amigas. Diálogos elementares em plena sala de aula:
“Amiga: Tens acetona em casa?
Eu: Sim, porquê?
Amiga: È que assim, amanhã quando fosses almoçar a minha casa levavas a acetona que eu estou farta deste verniz.
Eu: Tá bem, vou ver se não me esqueço.”
E correspondência séria, life changing mesmo!
A partilha de segredos, de emoções, de pequenas tragédias interiores que dilaceravam a nossa curta existência, revelações bombásticas, reflexões sobre a vida, os amigos, os rapazes, os amores não correspondidos, os correspondidos, os que corriam mal, as poesias de Pessoa e de Eugénio que mais adorávamos, juras de eterna amizade, de fidelidade total àquele nobre sentimento que nos unia…
Sentada no chão frio do meu quarto, tive de admitir que tive sempre muita sorte com as amigas, e que ainda hoje sou abençoada com exemplares momentos de partilha. Com ou sem papelinhos, posso dizer que tenho uma sorte do caraças!
Um brinde às minhas AMIGAS!

domingo, janeiro 29, 2006

citando os próximos IV

"Foda-se, caralho, puta que pariu, vai comer merda à discrição, fala pá piça que os colhões estão a gravar, xupa aqui que amanhã cagas um queijo: LIMIANO, cala-me esses cornos, baita fodere, julgas-te um ICC e tens a PDM..." (e continua)
Paulo Gonçalves

sábado, janeiro 28, 2006

dúvidas

  • Deverei incluir no meu curriculum as minhas habilidades para fazer ponto cruz, ler compulsivamente e pintar estantes?

  • Qual o melhor castigo para um cão que te desenterra as plantas e espalha a terra pela casa toda? (além de usá-lo como fertilizante para as próximas plantações, desse já me lembrei eu)
  • O que fazer com o mesmo cão se depois de ter roído uns quantos antibióticos ele começar a correr desenfreado com os meus chinelos na boca?

talentos

Li no lugar da papoila uma reflexão deveras interessante sobre talentos. Perguntava-se a papoila quantos de nós viveríamos a rentabilizar os nossos talentos e quantos de nós passaríamos os dias a pensar no que poderíamos ter sido se tivéssemos investido em nós na altura devida. Não está em mim a capacidade de avaliar esta pertinente questão social. Prefiro antes fazer um apontamento pessoal. Não sei se posso dizer se tenho este ou aquele talento. Tenho é coisas que me dão particular prazer em fazer e que se puder vou fazer com que a minha vida me permita fazer isso. Passei muito tempo da minha vida a ignorar a minha pulsação, a desprezar os sinais e a dar ouvidos a pessoas que, conscientemente ou não, foram deixando marcas indeléveis. No torpor fui-me esquecendo de mim. E um dia sem que tenha dado conta acordei sem me saber adormecida. Voltei a escrever (sim, estes posts execráveis fazem parte do processo), voltei a ler como se não houvesse amanhã, voltei a cantar sem ter medo que me dissessem que estava fora do tom, voltei a passar tardes idílicas na cozinha a fazer tartes e a criar receitas. Descobri que sou óptima numas coisas e péssima noutras, mas divirto-me sempre a fazer qualquer uma delas. Optei e fiz escolhas difíceis. Decidi que jamais me deveria obrigar a fazer seja o que for se me desse conta que isso só me faria mal. Apostei e continuo a apostar em mim e a investir naquilo que eu sei que posso ser. Faço isto tudo mesmo quando estou borrada de medo, não ligo e tento seguir em frente, pois se o medo pode ser bom conselheiro também é aguilhão torpe que nos impede de seguir caminho. E é nos momentos em que estou mais balançada, irritada ou desiludida que me surge um qualquer sinal. Sim, paulocoelhices à parte, os sinais aparecem. No último fim-de-semana conheci uma pessoa excepcional, que é o verdadeiro exemplo de que se devem perseguir sonhos e fazer auto-investimentos. O Manel é uma verdadeira inspiração e a razão pela qual em continuo a achar que ter fé em nós é a melhor maneira de conseguirmos seja o que for.
Claro que continuo sem saber o que fazer da minha vida mas pelo menos tenho fé.

nota. depois de reler o texto posso concluir que ando a tomar anti-depressivos a mais...

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Porquê que odeio os meus vizinhos

Muito se poderia dizer sobre os meus vizinhos de cima, mas começo por apresentá-los. São dois meninos que cursam desporto, usam cabelo-à-foda-se e fazem-se transportar num smart cinza-prata. Enfim, uns betos da pior espécie. Não bastasse isso são péssimos vizinhos. Os meninos não têm noção mínima de civismo, não cumprimentam as pessoas nas escadas, batem o olho no chão quando saem do elevador e nem sequer fazem festinhas ao cão. Têm o hábito de fazer barulho às tantas da manhã com os seus amigos boçais a correrem de um lado para o outro enquanto emitam locomotivas e reproduzem sons simiescos. Devido ao isolamento precário da construção sou presenteada com os seus diálogos dos quais apenas retiro uns frequentes foda-se, caralho , merda e puta que o pariu, por vezes todos na mesma frase. Têm a mania de (tentar) sabotar as aulas de canto das meninas (nós) juntando os amigos e as namoradas (munidas de saltos altos), tachos e panelas e fazendo um barulho infernal na pueril esperança de que com isso o “nosso barulho” acabe. Faço notar que as nossas aulas começam às duas da tarde e terminam, no máximo, às sete. Um horário, perfeitamente razoável e que jamais incomodaria pessoas de bem. Mas os meus vizinhos deixaram bem claro que não são pessoas de bem no dia em que me colaram a campainha da porta com um palito, e tiveram a delicadeza de o confirmar no dia em que escusando-se ao berreiro durante as aulas de canto, resolveram vingar-se dando marteladas no chão-deles-nosso-tecto até às duas da manhã. Uns autênticos doces!
Mas tudo isso eu suportaria com a minha usual magnanimidade “são jovens, não sabem o que fazem…”, não se desse o caso de, aliadas a estas todas capacidades sociais, os meninos em questão terem um péssimo gosto musical. Mas péssimo mesmo. Nada de brincadeiras! É usual ouvir do apartamento de cima coisas aberrantes como o “Morango do Nordeste” ou o saudoso êxito do King África, “Bomba”. É factual que os meninos pararam no tempo e ainda por cima, num mau tempo. Qual não é o meu espanto quando há uns dias oiço um dos meninos a varrer enquanto cantarolava aquele antigo êxito de que já ninguém se lembrava: I’m a big big girl in a big big world… Fiquei estática de terror ao imaginar o imberbe boçal de vassoura na mão, com um ar de doméstica enquanto cantarolava a música em falsete. Com os brutos e mal-educados posso eu bem, mas orangotangos românticos? Isso é que não!

Para aqueles

que não gostam de coros(não eu) ou de coiristas (como eu) e em jeito de "ora toma lá!" à lá Zé Pobinho, façam o favor de dar um saltito aqui.

citando os próximos III

"Nem que eu seja o o maior corno da Régua hei-de casar com aquela mulher!"
Conhecido da terra

sexta-feira, janeiro 13, 2006

citando os (mais ou menos) próximos II

" Cão que ladra ao dono... puta que o pariu!"
Tio do Giga

sugestões para o fds II

  1. Não ir ao cinema!
  2. Aproveitar o (mau) tempo para ler:

  1. "A mente perversa de Mr. J.G. Reeder", Edgar Wallace

O Sr. Reeder é um detective privado que trabalha para o gabinete de promotor público. O Sr. reeder é um individuo de aspecto singular, de expressão fechada que foi abençoado por um poderosíssimo poder de dedução. O Sr. Reeder atribui esta sua ultima capacidade a uma peculiaridade do seu carácter: "É uma desgraça, mas é verdade. Vejo mal em tudo...tenho a mente de um criminoso." Para quem gosta de policiais e mesmo para quem não gosta nada. É entusismante deliciarmo-nos com a mente preversa de Mr Reeder.

"Timbuktu", Paul Auster

Mr. Bones é um cão de raça indefenida " e para piorar ainda mais as coisas, tinha umas rebarbas de porcaria espichando do pêlo andrajoso, fedores vários emanando da boca e uma perpétua tristeza injectada de sangue espreitando nos olhos." Mas Mr. Bones é um cão de grande inteligência, percebe tudo o que o dono diz. O dono William Gurevitch é um vagabundo-poeta-errante. No fim dos seus dias e depois de ter percorrido toda a América com Mr. Bones deslocam-se a Baltimore onde William pretende encontrar a sua velha professora de Inglês para lhe entregar os seus escritos e confiar o seu cão. Sobre este livro Salman Rushdie disse:"Um livro extraordinário" e eu digo que o senhor Rushdie tem toda a razão. Cada vez mais Paul Auster é um dos meus autores favoritos.

"Nome de Toureiro". Luis Sepúlveda

Sepúlveda estreia-se no estilo de "romance negro" com escepcional mestria. (aliás, não se poderia esperar outra coisa!). Dois personagens obscuros são contratados para descobrir um tesouro precioso que havia desaparecido da prisão de Spandau, durante os anos do nazismo. Um, Belmonte, o que tem nome de toureiro, anda clandestino desde que fugiu do Chile e após ter lutado "pela causa" noutros paises; o outro Frank Galinski é um militar do antigo regime a quem a queda do muro de Berlim o deixa no desemprego e entregue a uma progressiva pobresa. Ao longo do desenrolar da história somos levados a reflectir sobre as ideologias autoritárias em várias das suas frentes. "Benditos sejam os cinco mandamentos da clandestinidade que facilitam os movimentos dos seus filhos bem amados, de acordo com os quais se deve saber quais os bares onde as retretes têm janelas, que obrigam uma pessoa a ter apartados postais onde ser guardam documentos e os escassos bens, a ter sempre à mão um bilhete da linha aérea nacional e para a cidade mais importante, a soletrar os nossos nomes com todas as letras para aparecerem bem transcritos nas lista de passageiros. e a ter como uma amante uma putéfia com quem se deve ser generoso sem pedir em troca nada que a envergonhe." Livro para ser lido, relido e reflectido.

recordando o último fds...


No último fim de semana a menina foi ao cinema, antes a menina tinha comprado uma prendita pó papá e almoçado num tasco de fast-food... tudo muito burgês como podem ver... Como ainda faltava algum tempo para o filme que a menina queria ver, a menina ficou a fazer tempo... Péssima ideia! Porque a menina, ao contrário das aparências não é burguesa e qualquer espaço de tempo passado num antro de consumismo sem que esteja realmente a consumir é, para a menina a mais dolorosa das torturas (A menina até hoje não compreende o conceito de ir passear para ao shoping...e ainda bem!). Assim quando finalmente chegou a hora do filme a menina estava com uma valente dor de cabeça e com muito mas mesmo muito pouca paciência. Eis que a menina entra na sala de cinema que o menino da entrada lhe tinha apontado e se depara com uma plateia em quea grande maioria eram crianças... a menina confirmou com os pares e sim, era mesmo esta a sala certa...
O filme era o Oliver Twist de Roman Polansky.
O filme é para maiores de 12 anos.
Toda a gente sabe que Oliver Twist é uma história sobre um menino que passa 90% do tempo a ser maltratado pelos graúdos e pelos outros meúdos.
Toda a gente sabe que Roman polanski não é o tipo de realizador simpático que até era capaz de alterar a história para não ferir susceptibilidades (hábito americanóide que eu abomino).
TODA a gente pode concluir que Oliver Twist não é o tipo de filme para onde as pessoas devem levar os filhos, especialmente se eles não têm mais de 12 anos e ainda mais se se der o caso de os miudos não dominarem ainda a arte da leitura, o que dificultará a compreensão do enredo.
TODA A GENTE SABE NÃO É?
Pois, TODA a gente MENOS o senhor que estava sentado à minha frente com dois rebentos. O paizinho zeloso não querendo que a prole perdesse pitada do que se desenrolava no ecran passou o filha-da-mãe-do-filme todo a ler as legendas aos garotos, a dar explicações pontuais e a esclarecer as dúvidas da garotada. Parecia assim, tipo... aquilo que os pais por regra fazem com os filhos em CASA, onde não incomodam NINGUÉM, excepto é claro, os próprios filhos...
Fiquei possessa!
Na segunda parte do filme quando o Oliver Twist aparece depois de ter sido recolhido pelo velhote e está todo alperaltado uma das crias virou-se para o pai e perguntou:
-papá, porquê que ele está assim vestido?
Sem dominar a minha raiva e cuspindo pipocas grunhi:
-Porque tomou banho, caralho!
(...)
Não sei se o papá ouviu... mas o que é certo é que o fado continuou e mais para o fim a criança estava tão saturada (pudera, o filme dura duas horas e pico!), que nem sequer no lugar ficava e nem controlava o tom da voz fazendo as perguntas alto e bom som, sem que o pai o repreendesse.
Claro que aqui a menina saiu do cinema pior do que entrou: monumental dor da cabeça e uma vontade enorme de fazer uma laqueação de trompas!
Nota: O filme é recomendado apenas àqueles que não se lembram demasiado bem da história (que, infelizmente era o meu caso). Destaque para o desempenho de Ben Kingsley , que está excepcional e uma nota de apreço pelo garoto que consegue sempre manter aquele ar de rato enfezado tal como é suposto.

terça-feira, janeiro 10, 2006

hoje...

acordei de mau humor... pensando bem acho que ainda estou de mau humor....

segunda-feira, janeiro 09, 2006

tá dificil...



  1. dia: 4 cigarros
  2. dia: 16 cigarros
  3. dia: 4 cigarros
  4. dia: 11 cigarros

...tá dificil...

sexta-feira, janeiro 06, 2006

citando os próximos I

"Quem te desse com um gato morto até que ele ladrasse..."
Cândido Cardoso

sugestões para o fds


"A morte de um apicultor"

Lars Gustafsson

Depois da morte de Lars Lemmart Westin,o narrador recolhe textos do próprio dispersos entre vários cadernos e misturados com listas de compras, afazeres e desabafos de um homem que na Primavera descobre que não sobriverá até ao Outono... "Não nos rendemos. Recomeçamos!"

"Contos apátridas"

de Bernardo Atxaga, Santiago Gamboa, Antonio Sarabia, Jose Manuel Fajardo e Luís Sepúlveda

Trata-se da reunião de cinco contos de cinco autores que têm em comum além da lingua materna (espanhol), uma colectiva sensação de não pertencerem a nacionalidade nenhuma em particular... Cada um dos contos traz-nos personagens igualmente apátridas. Torna-se-me difícil escolher o melhor entre eles, são todos de uma qualidade incontestável!..." O importante nem sempre é vencer, artolas!"

(sem imagem) "Dezoito tentativas para se chegar a santo"

Jean Vautrin

Compilação de 18 contos. Destaque para o conto que dá o nome à compilação e para "Rosa, por assim dizer". Não me tirou o sono, mas também não é uma completa perda de tempo... "...mais vale isto do que ser atacada a ferro quente por uma engomadeira!"

Nota: Não temam sequer por um momento que aqui a amiga pretenda tornar-se crítica literária! Trata-se apenas de uma fase de leitura compulsiva (impulsionada pelo excesso de tempo livre causado pelo desemprego), que se me torna possível apenas por numa fase anterior eu ter tido uma compulsiva vontade de comprar livros sem nunca os ter lido. Dedico-me agora a esgotar o stock de livros não lidos...

quinta-feira, janeiro 05, 2006

a minha litania

"I have confidence in sunshine,
I have confidence in rain.
I have confidence that spring will come again!
Besides, which you see I have confidence in me!"*

Estou constantemente a cantarolar esta musiquinha, o dia todo non stop. Enquanto conduzo, no chuveiro, enquanto corto os legumes para a sopa, enquanto faço ponto cruz, no caminho do café, no café entre meias-de-leite, enquanto escovo o cabelo, enquanto afio metódicamente os lápis de olhos, enquanto faço contas a ver se vou sobreviver este mês, enquanto tento não pensar em fumar mais um cigarro, mesmo antes de adormecer e logo ao acordar... lá está a musiquinha a martelar-me na cabeça ineterruptamente...e ainda por cima é sempre esta parte porque não sei o resto da letra!
Estou, portanto, numa fase de (irritante) positivismo!
Deve ser da medicação...

*Julie Andrews em "Sound of Music"
Para ouvir a musica e conhecer a letra toda ir aqui.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

recomendação da semana


"Os filhos do capitão Grant"
Júlio Verne

Altamente recomendável meus amigos! Uma aventura à volta da terra ( e uma lição de geografia), que nos permite viajar pela Patagónia, Ilhas de Tristão de Cunha, Ilha de Amestardão, Austrália e Nova Zelândia. Uma world tour pelo paralelo 37 onde podemos contar com enigmas, condores gigantes, kiwis, aborígenes e aqueles-nativos-da-nova-zelândia-que-não-me-lembro-o-nome.

Passo aqui a palavra!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

ora cá está o novo ano

e carmuue que devia fazer um qualquer post irritantemente positivista e cheio de grandes esperanças para este ano de 2006 limita-se a transcrever um coment que fez no blog de uma amiga:
"Sou uma portuguesa sem dinheiro, sem emprego, sem paciência mas com esperança e movida a ânimo de conseguir algo e obter seja o que for..."