segunda-feira, julho 31, 2006

contactem-me


unicamente se conseguirem forma de me levar para um sítio destes...

domingo, julho 30, 2006

...

local: restaurante/café gourmet onde carmuue trabalha
situação: colega de trabalho vai receber pedido de um cliente que está à cinco horas a beber cervejas atrás de cervejas

cliente: olhe você ponha-se na minha situação, se estivesse numa sala com sete mulheres, todas nuas e com um lacinho no pescoço, o que você fazia? hã?

sexta-feira, julho 28, 2006

dasabafos nelíticos

"Hoje foi um dia produtivo. Ganhei umas minhocas! Vou começar a fazer vermicompostagem. Vamos lá ver se a gata não as confunde com um petisco rural!
A minha vida, se ficar mais agitada.... sento-me à espera que passe!"

Nelita devidamente identificada

quarta-feira, julho 26, 2006

happenings

local: Padaria do costume
intervenientes: carmuue e empregada (fala-pelos-cotovelos-trata-carmuue-por-minha-boneca)do costume
situação: carmuue compra pão

carmuue: são seis pães de água por favor.
empregada: é pra já! (e enquanto pões os ditos num saco de papel) Ai a menina faz-me lembrar tanto a minha colega de escola...
carmuue: ai é? e é uma boa recordação ou uma má recordação?
empregada: ai boa! muito boa! era uma grande amiga, a minha xaninha gótica!
carmuue: er...ainda bem...
empregada: (continua numa verborreia sobre a afamada xaninha que carmuue não ouve)


reflexão: Será que devo andar com um letreiro que diga: "Não, eu não sou gótica! Eu só gosto de me vestir de preto, maquilhar os olhos de preto e por acaso tenho o cabelo até à cintura!" que diabo! Será que não basta eu passear-me pela rua com as minhas blusas vermelhas e a minha saia azul às cornucópias verdes e rosa? grrrrrrrrrrr

segunda-feira, julho 24, 2006

yada yada yada....

You Are Spider-Man
Quick and agile, you have killer instincts (literally).And that kind of makes up for the whole creepy spider thing.
What Superhero Are You?

domingo, julho 23, 2006

fiquei assim

Contente e mais contente com a belíssima surpresa que tive esta quinta-feira.
Muito obrigado à Adelina, Odete, Sandra, Fred, Mónica e Oriana pela presença e um especial obrigado à Sonia (a Vingadora de Rossas), por ter orquestrado aquele inusitado evento!
Gostei que gostei!
Têm que voltar mais vezes!

quarta-feira, julho 12, 2006

no more halloween for you babe!



"a minha botelha finou-se.
silenciosamente durante a noite foi-se despedindo da vida serena e confortável que tinha na entrada da minha casa.
foi uma boa abóbora.
fica apenas o vazio decorativo que deixou...
mas o que poderei colocar eu em seu lugar? "
(in requiem por uma curcubitaceae)

quinta-feira, julho 06, 2006

para recordar...

(cantar com a melodia do maio maduro maio)

Cromo meu grande cromo quem te chamou?
Quem te viu o encanto que eu nunca vi?
Vai prós lados d'Istambul
tururururururu
turururururu
Quem te viu o encanto que eu não vi?

Sempre que eu saio à noite o cromo vem
Vem com falinhas mansas a ver se tem...
Mas eu tenho um bom QI
tiriririririri
tiriririri
Quem te viu o encanto que eu não vi?

(não me lembro do resto... zezi lembras-te do resto?)

...dedicado ao meu mais recente conhecimento via web...

segunda-feira, julho 03, 2006

o melhor sitio...

...para ficar sem gasóleo no carro é no local de destino à frente de um carro cujo dono nos ajuda a estacionar o nosso, já inanimado, a dois passos da casa de uma amiga que além de garrafões nos oferece a sua alegre companhia para ir às bombas de gasolina que ficam na rua de trás...
e eu ainda tenho a lata de dizer que não tenho sorte nenhuma!!

quarta-feira, junho 28, 2006

happenings

(local de trabalho/situação: atendimento a uma senhora particularmente indecisa)

-diga-me uma coisa, os secretos de porco são fritos, grelhados....?
- são grelhados, tal como todas as carnes que se encontram na lista.
-a sério?!
-sim...
-mesmo o bife frito?
-hã, não... o bife frito é... frito...

sábado, junho 24, 2006

reflexão

quando as minhas reuniões familiares terminam numa luta de almofadas há determinados aspectos do meu carácter que finalmente se esclarecem...

sexta-feira, junho 23, 2006

citando os próximos XVI

"Lá em casa só querem carne, carne carne e mais carne. Eu faço.. mas prefiro assim umas comidas vegetarianas, um peixinho grelhado e isso..."
Emilia dos Santos

quinta-feira, junho 22, 2006

trágico

quando soube que iríamos ter um jantar de universitários no restaurante pensei: bonito! vai ser um degredo!
os jovens chegam e pedem para beber... coca-colas,coca-colas atrás de coca-colas, algumas fantas e muita água.... fiquei chocada!
dantes achava uma vergonha a quantidade de vinho que se bebiam nestes jantares (minto, o que me chocava era a qualidade do vinho!), hoje achei uma vergonha que não se bebesse vinho!
com esta juventude desta maneira até tira a vontade de pôr filhos no mundo!
mas estas criaturas não sabem que beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses????!!!!!!!!

segunda-feira, junho 19, 2006

retrospectiva: os meus primeiros dias de trabalho

doi-me os pésinhos, os joelhinhos, as perninhas, as costinhas, os olhinhos, os bracinhos, as mãozinhas (ande soi one andei soi one)

e ainda dizem que o trabalho enobrece....

sábado, junho 17, 2006

happenings

Patrão de carmuue: carmuue, tire-me uma abadia por favor..... a carmuue está a trabalhar?
Carmuue: não!!!.... estou a aproveitar o meu tempo livre para limpar estes copos...

reflexão: com este tipo de piadinhas ainda sou despedida...

quinta-feira, junho 15, 2006

vergonha do dia II

situação: horário pós almoço, restaurante vazio carmuue desce as escadas com uns cafézinhos para as cozinheiras a cantar (alto e bom som), uma ária do Carmen de Bizet

Carmuue: l'amour, l'amour, l'amouuuuuuur, l'amouuuuuuuuur...
Fornecedor de frangos( que sai inesperadamente da cozinha): boa tarde menina!!!
Carmuue: l'amouuuu... ah boa tarde!

finale: cozinheiras riem-se, o fornecedor (mais conhecido como joão do pito) ri-se, colegas de trabalho e patrões (que até estão a pensar em fundar um coro), riem-se e carmuue quase derruba a bandeja dos cafés de tanto rir... o meu trabalho é uma animação!

terça-feira, junho 13, 2006

vergonha do dia

situação: carmuue no continente em frente ao funcionário que lhe pesa as maçãs

empregado: é um quilo e trezentas.
carmuue: obrigada amore!

finale: carmuue muda de cor três vezes e roda nos calcanhares rapidamente enquanto que a colega de compras se ri a bandeiras despregadas... o semblante do empregado reflecte felicidade...

segunda-feira, junho 12, 2006

frase do dia

"Um simples amigo ajuda-te a remover um móvel. Um amigo de verdade ajuda-te a esconder um corpo".

sábado, junho 10, 2006

professora que é professora...

... trabalha na industria da restauração!!!
ah pois é!
Visitem-me no restaurante/cervejaria "5 Sentidos" nas boxes (ao lado da xícara).
Pode ser que tenham a sorte de tomarem um cafézito tirado por mim!
;)

segunda-feira, maio 29, 2006

aceitam-se:


Voluntários dotados nas artes massagísticas - com domínio de effleurage- para aplacar as dores de um corpinho dorido devido a umas caminhadas à beira rio (inicialmente tidas como inofensivas). Os interessados devem enviar currículo com fotografia (de corpo inteiro), para este covil. Os selecionados serão notificados dentro de 15 dias.

domingo, maio 28, 2006

eis que chegou Frederica!




Nove meses depois da sua, não muito, imaculada concepção nasceu a Frederica! Mais uma pseudo-sobrinha (está para breve uma sobrinha a sério!), e a minha primeira rapariga! Beijos grandes para os pais, Renata e Roger que bem merecem. Mas convenhamos que os melhores e mais lambuzados vão para a Renata que fez o trabalho todo, ok?

A serra do Marão


A Serra do Marão é uma formação montanhosa de origem xistosa e granítica, de formas abruptas, que atinge no seu ponto mais alto - a Senhora da Serra - os 1 415 metros. Distribuída pelo território dos distritos do Porto e Vila Real, faz a separação entre o Douro Litoral e Trás-os-Montes e constituiu, durante muitos anos, uma barreira difícil de transpor e que muito condicionou a mobilidade dos que moravam "para cá do Marão" (Trás-os-Montes).
Foi aqui, neste local idílico que andei eu ontem, debaixo de um inclemente sol, a bater monte. Por entre prelecções sobre fogo controlado, deitares de olho suspeitosos para os aerogeradores, um “ventinho” agradável como só mesmo no Marão e as contínuas queixas do meu tornozelo esquerdo e do meu joelho direito (todos os sistemas tendem para o equilíbrio....), lá sobrevivi a mais esta provação à qual me expus no mais puro e inexplicável sentido de voluntariado. Ganhei um bronzeado mais acentuado e uma garrafa cheia de genuína água do Marão fresquíssima e riquíssima (que até é exportada para a China, disse o prof. Hermínio e eu acredito!!), recolhida numa das muitas fontes que brotam da serra. Gostei que gostei! Decidi desistir da docência e descobri um novo sentido para a vida! Não me canso nem de carqueja nem de urze! Vou comprar umas quantas cabras e fazer Transumância...

Talvez seja melhor esperar que os efeitos do ar rarefeito dissipem...

segunda-feira, maio 22, 2006

eh eh eh eh









(grazie tanti pla imagem, auff)

domingo, maio 21, 2006

sexta-feira, maio 19, 2006

citando os próximos XV

"Odeio caracóis, ai que horror!!!! A minha mãe mata-os, pisa-os com os pés, mas eu não sou capaz de os matar! Que nojo! Costumo pô-los num saco com umas ervas e depois deito o saco ao lixo! Agora matá-los? Que horror!"
Filipa Carvalho

quinta-feira, maio 18, 2006

expectativas


a torre construída de delicados filamentos de expectativas (tecidos por uma rara aranha quimérica oriunda do reino de morpheus), ruiu sem aviso para assombro da construtora. Após ter resistido (surpreendentemente), a inúmeras tempestades, tremores de terra e até a uma avalanche, bastou que uma pequena brisa soprada distraidamente na direcção errada fizesse cair sobre terra o insólito edifício. parecia que a vida estava a mandar um recado à construtora: o problema talvez não esteja nas intempéries mas sim na qualidade da construção... o material escolhido talvez? a construtora engoliu em seco e em vez de fazer o curso de engenharia civil voltou à leitura dos clássicos infantis especialmente aquele que conta a história dos três porquinhos que resolveram construir uma casa, o primeiro(...)

segunda-feira, maio 15, 2006

porque hoje sou eu quem escolhe

"Gracias a la vida"

Gracias a la vida, que me ha dado tanto.
Me dio dos luceros, que cuando los abro,
Perfecto distingo lo negro del blanco,
Y en el alto cielo su fondo estrellado,
Y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto.
Me ha dado el oído que, en todo su ancho,
Graba noche y día grillos y canarios

Martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
Y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto,
Me ha dado el sonido y el abecedario.
Con él las palabras que pienso y declaro,
"Madre,", "amigo," "hermano," y los alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto.
Me ha dado la marcha de mis pies cansados.
Con ellos anduve ciudades y charcos,
Playas y desiertos, montañas y llanos,
Y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón, que agita su marco.
Cuando miro el fruto del cerebro humano,
Cuando miro al bueno tan lejos del malo.
Cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la risa, y me ha dado el llanto.
Así yo distingo dicha de quebranto,
Los dos materiales que forman mi canto,
Y el canto de ustedes que es el mismo canto.
Y el canto de todos que es mi propio canto.
Gracias a la vida que me ha dado tanto

sábado, maio 13, 2006

viu-se e recomenda-se


Pela Companhia
TUTRA, Teatro Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro
Texto
Woody Allen

"Uma história de gregos antigos em discussão para um público tardio, num teatro onde o absurdo toma o lugar de protagonista. Uma peça dentro de outra, onde Deus assume um papel dúbio, onde todos são manipulados. A realidade como uma ficção, a dúvida como sentimento constante. “E se tudo é uma ilusão e nada existe?” fonte TVR

Os meninos do TUTRA estão, mais uma vez, de parabéns! Grande peça, grande encenação e grandes interpretações!
Também eu quero um roupão!!!!

sexta-feira, maio 05, 2006

citando os próximos XIV

"Nem está bem nem está mal. Está uma merda!"
Cândido Cardoso

quinta-feira, maio 04, 2006

ando

desaparecida porque estou muito ocupada a ser um:







só me falta o:











....

(beijos pa minha irish gal ******)

quarta-feira, abril 26, 2006

citando os próximos XIII

"A couve é nossa!"
Fernando Martins

terça-feira, abril 25, 2006

segunda-feira, abril 24, 2006

in the mood for...

Summertime,
And the livin' is easy
Fish are jumpin'
And the cotton is high

Your daddy's rich
And your mamma's good lookin'
So hush little baby
Don't you cry

One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky

But till that morning
There's a'nothing can harm you
With daddy and mamma standing by

Composição: George and Ira Gershiwn

citando os próximos XII

"O presunto é o Rei dos enchidos!!!"
Giga

quinta-feira, abril 20, 2006



I'll be right back on the wall!

terça-feira, abril 11, 2006

a ana lúcia é especial


Conheci a Ana Lúcia no meu primeiro ano da universidade, vinha transferida de outro curso, acho que era enfermagem. Como não era caloira não covivíamos muito com ela mas em breve a sua presença impôs-se entre nós. A Ana Lúcia era especial, circulavam histórias sobre ela a todo o vapor. A maior parte delas prendiam-se pelas perguntas singulares que dirigia aos profs, já agora, tratava-os sempre por sr. doutor, o que eles odiavam, até porque a a maioria não eram senhores doutores coisíssima nenhuma. As perguntas eram de tal ordem que punha toda a gente a pensar se ela era realmente fraca de ideias ou se estava apenas no gozo. Tinha um cabelo oxigenado, era alta e usava óculos, vestia-se como a minha mãe se vestia quando tinha a minha idade, mas na altura percebia-se, era moda. Andava sempre com um guarda chuva XXL com o qual agrediu um colega nosso só porque ele disse qualquer coisa particularmente nojenta, não me lembro muito bem mas acho que tinha a ver com mucosas nasais. Foi minha parceira numa aula prática de química e como tinha tanto jeitinho como eu para manusear tubos de ensaio, a nossa experiência resultou num fracasso completo. Quando eu estava sorrateiramente a copiar os resultados dos colegas de lado ela vociferou: Ai não! Temos de repetir! A professora, que estava com tanta vontade de ficar mais meia hora no laboratório quanto eu, fingiu que não ouviu e eu lá consegui copiar os resultados. Quando consegui mudar de turma a química (eu fugia das aulas às oito da manhã como o diabo da cruz), a Ana Lúcia apanhou-me num corredor e de guarda chuva em riste acusou-se de só ter mudado de turma por causa dela. Lembro-me que houve um professor que um dia lhe disse taxativamente: O que voçê está aqui a fazer? Isto não é para si! Passados uns tempos a Ana Lúcia foi-se apagando da paisagem, não sei sequer se chegou a acabar o curso. Então porquê que estou a falar disto hoje? Porque a encontrei. Aliás neste ultimos sete (ou oito) anos encontro-a esporádicamente e é sempre a mesma coisa: em menos de um minuto e com três perguntas apenas consegue ficar sempre a saber da minha vida toda, ignora quaiquer questões que lhe faça e despede-se sempre com muita pressa de ir a qualquer lado. Mas desta vez, (ah!) ia ser diferente. Vinda do mercado e carregando dois ramos de flores e um de salsa (a verdadeira razão pela qual fui ao mercado), vi-a ao longe e pensei: hoje não me ganhas!
Lá veio ela toda sorridente na minha direcção espetou-me duas beijocas, ignorou a minha ingénua pergunta: Então que andas a fazer? e de uma rajada inquiriu: já cabaste o curso? estás a trabalhar? já fizeste o estágio? Respondi a tudo o mais rápido que pude para poder devolver as perguntas, mas não consegui, e lá foi ela com muita pressa, com o seu cabelo amarelo a esvoaçar ao vento.
A Ana Lúcia é especial.
( e não a ignoro porque continua a usar o mesmo tamanho de guarda-chuvas)

segunda-feira, abril 10, 2006

eu sou um

sábado, abril 08, 2006

citando os próximos XI

" O que as lojas de bebés/pré-mamãs têm em comum com as sex-shops é que ninguém percebe exactamente para que raio servem aquelas coisas todas."
Marisa Sousa

quinta-feira, abril 06, 2006

há pior (?)

segui

o sergy e o resultado foi este:


(acho que esta se qualifica como uma das coisas que eu preferia não saber....)

terça-feira, abril 04, 2006

"efectivamente escuto as conversas"

(na esplanada de um bar)
rapaz1- sabes, tentei contruir um blog depressivo...
rapaz2-sim, e então?
r1-não consegui...
r2-problemas com a net?
r1-não foi bem isso... não consegui escrever nada depressivo...
r2-isso foi pouco profissional da tua parte...
r1- pior! sempre que tentava escrever qualquer coisa, só me saiam piadas e mensagens positivas!
r2-bem, se calhar não estás deprimido?!
r1- pois se calhar não... mas não achas absolutamente trágico?
r2- o quê?
r1- um tipo como eu não estar deprimido...
r2- ???
r1- pensa bem: estou desempregado à sete meses, não sou bonito, não me sei vestir, as miúdas agem como se eu tivesse um sinete como os leprosos na idade média, vivo com os meus pais que já demonstraram, mais do que uma vez, que estão um bocadinho fartos de me ter lá por casa, o meu único amigo és tu, aliás nem sei como me aturas, se um dia mudas de cidade não tenho com quem tomar café, ninguém se ri das minhas piadas, nem tu! sou aquilo que se pode chamar de um incompetente social. e no entanto, não estou deprimido?! achas normal?
r2- nem um pouco! devias ser objecto de estudo antropológico...
r1- será que é aceitável um tipo defenestrar-se porque não está depressivo?
r2-seria uma infâmia, meu caro... e mais uma vez, pouco profissional.
r1- e será possivel eu ficar deprimido porque não consigo estar deprimido?
r2- se te esforçares o suficiente... ainda és capaz...
r1- ó pá não sei que faça...
r2-sabes? eu também não compreendo...
r1- que eu não esteja deprimido?
r2- não. não compreendo é como ainda te aturo...
(riram-se e mandaram vir mais finos e tremoços)

segunda-feira, abril 03, 2006

citando os próximos X

"porquê que as batatas grelam e os grelos não batatam?"
bitinho

domingo, abril 02, 2006

in carmuue's magazine (VI)

"Rapariga irritada mata homem irritante"
(cont.)
(…)Eu estava à espera que ele lutasse, mas não. Acho que esteve incrédulo até ao último momento. Mas depois era tarde demais. Não foi fácil matá-lo. Primeiro, com aquele sangue todo a jorrar, nem conseguia ver bem o que estava a fazer, e depois aquela gente toda aos gritos… desconcentra qualquer um! Quando ele tombou na mesa pensei: a ti Maria fez canja! Se eu soubesse tinha almoçado cá!
No café só estava eu e o sr. Almeida, tinha fugido tudo como se eu fosse matar mais alguém depois daquele. Esta gente é doida! (pensei eu). Pedi ao sr. Almeida para chamar a polícia porque tinha deixado o telemóvel em casa. E sentei-me à espera deles. Lembro-me de ter pensado: Afinal sempre matei o meu porco!
Devo-o ter feito em voz alta porque o sr. Almeida perguntou: disse alguma coisa menina? E eu disse-lhe que não era nada, que estava a falar com os meus botões, que fosse para casa que aquilo estava tudo uma porcaria que ainda se sujava e que depois a sua mulher não ia gostar nada. Pedi-lhe ainda que entregasse as minhas desculpas à ti Maria, coitada, não merecia que eu lhe tivesse sujo o café todo. Se ao menos aquele porco tivesse sangrado menos… mas não… até depois de morto irritava!
A Sra. Repórter que saber se estou arrependida? Ai que até parece o juiz! Digo-lhe o mesmo que lhe disse a ele. Não estou, nem um pouco arrependida. Sabe, há um limite para a quantidade merdas (desculpe a expressão), que uma rapariga pode aguentar. Eu sentia sempre uma pressão muito forte em dar a entender que eu achava que tudo era uma brincadeira, que ele não me importunava nada, mas acontece que às vezes ele tinha o poder de me estragar os dias. E isso não se faz a uma rapariga.
Não, não me incomoda a ideia de ficar presa por um bom tempo. Acho que vou aprender a falar mandarim. Dizem que são precisos 10 anos para a prender a fazê-lo realmente. E convenhamos, que disponibilidade de tempo não será propriamente um problema, certo?» A rapariga irritada piscou o olho, apagou o cigarro e deu por encerrada a entrevista.
A rapariga irritada não parecia irritada.
Fim.

sábado, abril 01, 2006

in carmuue's magazine (V)

"Rapariga irritada mata homem irritante"
(cont.)
A C’sM consegui uma entrevista em exclusivo com a rapariga irritada, o seu advogado disse-nos que ela até apreciava a nossa publicação. Não a irrita, percebe? Disse-nos ele. A equipa deslocou-se então ao estabelecimento prisional de VR onde se encontra actualmente a arguida.
«Aquele estava a ser um dia mau. Sabe aqueles dias em que parece tudo correr no sentido contrário, em que não há maneira de controlar o cabelo, decidir o que vestir ou encontrar um bom lugar para estacionar? Fui comprar a vossa revista a um quiosque e estava alguém a comprar o último exemplar. O único pacote de leite que havia no frigorífico tinha passado de validade, no trabalho parecia que tinham anunciado o fim do mundo e que toda agente tinha desistido de trabalhar menos eu. Estava eu no Tasco do Mandrião a tentar ler o Jornal de Notícias e a pensar: mas que diabo, ele é só desgraças! Nem um a noticiazinha simpática sobre um cão que foi adoptado ou uma criança que plantou uma árvore. Nada! Fechei o jornal com violência e pousei-o na mesa. Apareceu logo o homem irritante a perguntar se podia pegar nele. Eu disse que sim e ele pegou no jornal, mas antes de ir para a sua mesa disse qualquer coisa sobre eu estar especialmente comestível nesse dia. Olhei para ele cega de raiva. Não soube como responder. Eu respondo sempre, sou daquele tipo de mulheres que insulta os condutores de carros quando eles mandam piropos e manda para sítios menos agradáveis os senhores que trabalham nas construções. Naquele dia fiquei muda. Mas não foi bem por não saber o que dizer, foi mais uma sensação… de ter já dito tudo… de os argumentos possíveis estarem completamente esgotados… de… de chegar ao fim de um caminho… levantei-me com violência e fui para casa. Não sabia o que ia fazer para casa, afinal ainda me faltava uma tarde de trabalho. Mas naquele momento era o único local possível. Quando cheguei comecei a lavar a loiça do pequeno-almoço furiosamente, depois sequei-a e depois arrumei-a. Foi então que a vi. Estava na gaveta dos talheres, era um facalhão enorme. Lembrei-me do dia em que a comprei. Lembrei-me de ter pensado mais tarde: mas para que raio quero eu uma faca deste tamanho? Nunca a vou usar! A não ser, é claro, que vá matar um porco! Lembro-me que na altura ri-me, eu a matar porcos! Cruz credo! Mas naquele dia não me ri. Nem um pouquinho. Naquele dia soube porque tinha comprado a faca. Meti-a na carteira a voltei à Tasca. Dirigi-me ao homem irritante. Ele olhou para mim, sorriu e disse qualquer coisa que eu não ouvi. Quando viu a faca na minha mão ficou com os olhos muito arregalados, fixados primeiro da faca e depois em mim.
(cont.)

sexta-feira, março 31, 2006

in carmuue's magazine (IV)

"Rapariga irritada mata homem irritante"
(cont.)
(...)A ti Maria tem razão, eu realmente vi tudo. Sabe, eu não costumo comer fora mas a minha Alice estava com os azeites nesse dia e disse-me que não havia almoço. Não sei como me lembrei de ir à Tasca do Mandrião, mas lá fui, a ti Maria cozinha duma maneira que me faz lembrar da comida da minha mãe. No fim de almoço bebi um cafezinho com cheiro ao balcão, a ideia era perguntar à ti Maria o que havia de fazer com a minha Alicinha, ela é mulher mais velha, havia de me saber aconselhar. Eu tinha visto a rapariga a sair, de rompante e percebi que tinha alguma coisa a ver com o que o homem irritante lhe tinha dito. Lembro-me que na altura até pensei : este tipo é um parvalhão! Quando ela voltou achei que algo mudara nela, estava estranha, como se tivesse os olhos vidrados. Caminhou lentamente até à mesa onde estava o homem a comer uma canja e como que em câmara lenta vi-a a tirar aquele facalhão da carteira e a espetar-lho no pescoço. Ela tinha muita força, é preciso muita força para matar assim um homem, eu sei porque estive na guerra e já vi muitos a morrer. Desatou tudo aos gritos, a correr, a fugir. Estava tudo doido, em pânico! Menos eu, eu e a rapariga. Ficámos os dois no café vazio. Ela olhou para mim com a faca ensanguentada na mão e disse: «desculpe lá incomodá-lo Sr. Almeida, mas acho que agora o Sr. devia chamar a polícia. Não se preocupe que eu espero por eles.» Sentou-se numa mesa, cruzou as pernas e acendeu um cigarro. Estava bonita, ela, naquele dia. Bem bonita.»
(cont.)

quinta-feira, março 30, 2006

interrompo

o meu folhetim de faca e alguidar para espalhar a notícia: O meu professor de canto diz que a minha patologia nas cordas vocais (não consigo abrir os àààààààs), se deve à forma como eu me rio...
é caso para dizer que é uma coisa à la carmo: não é o tabaco que faz mal, nem o alcool, nem as noites mal dormidas.... é o meu riso...
pode então dizer-se que é uma patologia carmística!!!

in carmuue's magazine (III)

"Rapariga irritada mata homem irritante"
(cont.)
A C’sM tentou ainda contactar a mãe do falecido, mas esta encontrava-se indisponível para comentários, no entanto a D. Arminda, vizinha, prestou declarações: «Estou com muita pena da minha vizinha, sabe, ela não merecia isto. Sempre tão alegre, bem disposta, a animar a gente! Mas, verdade seja dita, ela também não merecia um filho daqueles. Com aquele espírito era mulher para gostar de viajar, de sair com as amigas, de namorar. Mas à conta daquele emplastro não podia fazer nada disso, a coitada. Onde é que já se viu, um homem daquela idade a viver com a mãe, a depender dela para ter as refeições a horas, para ter a roupa arranjada. É de desconfiar se um homem tem aquela idade e não houve mulher que o quisesse. Anda prái tanta mulher desesperada… No meu tempo, sabe, os rapazes iam para a tropa e saiam de lá homens! Foi o que faltou a este, sabe, uma temporada no ultramar. Isso é que eram tempos!».Na tentativa de averiguar os factos a equipa de reportagem tentou falar com as testemunhas do crime. A ti Maria, proprietária do café onde se deu o crime, diz que não viu nada «estava a assar uns choiriços para uns senhores que estavam naquela mesa acolá, não vi nada, mas falem como Almeida das cervejas, esse estava ao balcão se bem me lembro, deve ter visto tudo.» O Almeida das cervejas contou à C’sM: «Eu sou só da empresa de distribuição de cervejas, venho cá de vez em quando entregar uns barris. Mas sim, conhecia-os aos dois. A ele mais, estava sempre aqui e tinha sempre uma piada na ponta da língua. A ela menos mas tinha a ideia de uma moça simpática, educada, sempre com um sorriso na boca. Ultimamente sorria menos, mas nunca deixou de ser educada comigo. »
(cont.)

quarta-feira, março 29, 2006

in carmuue's magazine (II)

"Rapariga irritada mata homem irritante "
(cont.)

A C’sM (carmuue’s magazine), falou com alguns dos conhecidos da vítima que manifestaram o seu pesar pela morte do homem irritante. Patrício, que trabalhava com o homem disse ainda «Ele vai fazer falta cá no serviço, nunca conheci pessoa que soubesse tantas anedotas porcas, era um enchente de rir quando ele estava bem disposto. Se bem que admito que havia dias em que ele, bem, era um bocadinho difícil de aturar, chegava a ser irritante, sabe, com as suas teorias do arco-da-velha e os seus piropos às senhoras da limpeza. Houve até uma que se despediu e acho que as suas tiradas peganhentas tiveram alguma coisa a ver com isso. Aqui entre nós, se não fosse a rapariga irritada a fazer isto, não faltavam era candidatas! Ah pois, é! O tipo andava a pedi-las… a minha mulher até me proibiu de o levar lá a casa. Dizia-me sempre: Patrício não sei como aturas este pedante! E olhe que a minha Sãozinha é do mais paciente que há!»
O polícia encarregue do caso revelou à C’sM que não havia investigação qualquer a fazer. «Quando lá chegámos a rapariga estava sentada numa cadeira a fumar um cigarro, parecia estar muito calma. A arma do crime estava pousada em cima da mesa e pingava de sangue. Olhe, nunca vi tanto sangue na minha vida, e isto em vinte anos de carreira!!! O cadáver estava meio tombado sobre a mesa com o nariz enfiado na canja de galinha. Ele era sangue por todo lado, no cadáver, na parede, na canja, no Jornal de Notícias que estava ali aberto na secção de desporto e havia uma poça debaixo dele que parecia nunca parar de aumentar. Parecia saído de um filme de terror. Até tenho pesadelos com isso! Quando eu entrei a rapariga ofereceu-me um cigarro e eu disse que não, que não fumava. Ela respondeu: Também eu queria não fumar, mas esta vida, senhor agente, não está fácil… Era muito simpática a rapariga. Ainda tivemos a falar um bocado, aparentemente andou na universidade com a minha filha mas nunca foram grandes amigas. Eu percebo, a minha filha consegue ser irritante às vezes!»

terça-feira, março 28, 2006

in Carmuue's magazine

"Rapariga irritada mata homem irritante"

A tragédia abateu-se sobre a pacata cidade de Vila Real quando uma mulher assassinou um homem a sangue frio num café local. Conhecidos da vítima manifestam total horror e surpresa pelo acontecimento. A dona do estabelecimento, A Tasca do Mandrião, onde ocorreu a desgraça falou com a carmuue’s magazine (C'sM). «Olhe, eu já devia ter adivinhado que isto estava para acontecer. O homem irritante, andava mesmo muito irritante ultimamente, e ela, sabe, é das de pavio curto, ninguém se lhe pode dizer nada que ela responde à letra, nunca deixa ninguém ir sem troco… Ele até lhe achava piada ao jeito e dizia-me - Ó ti Maria, isto é amor, a sujeita diz que não, diz que não mas é amor! Pelo seu lado ela dizia-me, mexendo no café, Este tipo não tem emenda, Deus o ajude se um dia eu me chateio a sério! E daí, acho que nem Deus o ajuda, nunca vi coisa igual! Que homem irritante! Eu sorria e dizia-lhe que não ligasse, que ele era mesmo assim, deixá-lo ser desgraçado à maneira dele, homens irritantes como ele acabam sempre sozinhos, sem eira nem beira…Ele há-de ter o que merece, continuava eu a dizer. No início parecia funcionar, a rapariga irritada piscava-me o olho e dizia, tem toda a razão, ti Maria, ele nem merece que a gente se aborreça, e lá ia à vida dela. Mas depois…Mas olhe, que se eu pudesse ter evitado isto evitava. Não por ele, sabe, que era mesmo irritante e fazia-me a cabeça em água, e eu com tanto trabalho no meus estaminé e ele sempre a contar-me as suas histórias… que Deus ou o Diabo o tenham! Mas por ela, coitadita, tão boa moça, tão novinha, com uma vida pela frente, para o que lhe havia de dar…»

(to be continued)

isto de ter

tempo a mais nas mãos não é só desvantagens...olhem só o que eu descobri:

a obra de jed dougerty. a sua página oficial descreve o seu trabalho como:

"His paintings and sculptures are primarily depictions of women, concerned with creating images of female power, as expressed through physical mass and energy. There is a fantastic or surreal element to many of his paintings, reflecting his interest in mythology and odd juxtapositing."
porque eu também aprecio mulheres poderosas, deixo aqui uma das minhas pinturas favoritas e o convite para lá darem uma espreitadela!

um dias destes....

aprendo a não matar plantas...

segunda-feira, março 27, 2006

eu sou um

domingo, março 26, 2006

parece-me

que só eu gosto desta música, mas eu insisto...

Carrossel Dos Esquisitos

Clã
Composição: Hélder Gonçalves

sou mais um no carrossel
dos esquisitos
gente feia a girar
não é bonito?
juntos vamos celebrar
esta nossa palidez
que não dá p’ra disfarçar

como abutres no céu
são quase lindos
dois feiosos a rodar
gritando e rindo
são aberrações no ar
oh meu querido
fecha os olhos p’ra me beijar
que o mundo vai-se acabar

menos p’ra ti e p’ra mim
enquanto eu não te olhar
de tão perto assim
p’ra não me assustar

se uma bomba nuclear
tem a sua beleza
gente feia tem também
nem mesmo mata ninguém
que não mereça
sim morrer por ser ruim
por fazer sofrer
quem me quer assim

sobramos só nós dois ninguém
p’ra comparar
o nosso bolo de arroz
com champanhe e caviar

um dia destes...

encontro-me!

foto roubada aqui

(grazie tanti egur!)

sábado, março 25, 2006

esta é



para os meus (não muito) queridos fantasmas
que resolveram aparecer em debandada esta semana:

VADE RETRUM!

sexta-feira, março 24, 2006

sugestões para o fds

"Fica comigo esta noite", Inês Pedrosa

Esta compilação de contos oferta verdadeiros momentos de humanidade. Destaque para "Conversa de café", o favorito aqui da menina! "Eu cantava o fado numa tasca de Alfama. Cantava sópor desporto, às sextas e sábados, pela noite fora. Por sinal cantava bem. Pelo menos era o que me diziam, que eu era afinadinha. Punha tudo a chorar, até carregava nas letras para puxar as lágrimas, inventava umas desgraças mais desgraçadas ainda do que me chegavam à voz."


"O vendedor de passados", José Eduardo Agualusa

Félix Ventura tem um ganha pão invulgar, vende passados falsos a prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana, que nada teme do futuro mas que lhe falta... um passado glamouroso. Curiosamente esta ocupação permite-lhe uma boa vida, confortável e que ele dedica à pequenas coisas que lhe dão prazer, a leitura, as mulheres e as conversas um um amigo com o qual partilha a casa. " A semana passada Félix Ventura chegou mais cedo e surpreendeu-me a rir enquanto lá fora, no azul revolto,uma nuvem enorme corria em círculos , como um cão, tentando apagar o fogo que lhe abrasava a cauda. "

uma história como qualquer outra

rapariga conhece rapaz.
rapaz é tudo o que a rapariga gosta: soturno, estranho, é capaz de manter conversas sobre ficção científica, filosofia, filologia e termodinâmica.
rapariga está maravilhada.
com o tempo sem que se dê conta começa a pensar nele com alguma frequência, a frequentar sítios nos quais ele é habitué, a ler livros que ele gostaria, a pensar o que pensaria ele sobre filme que estava a ver no momento...
lentamente vai surgindo uma relação de amizade perfeitamente normal e saudável, pelo menos da parte do rapaz, a rapariga sente alguma dificuldade em controlar a sua obsessãozita, mas aparentemente ninguém repara...
nem o rapaz
e a rapariga suspira....
de repente, surge o momento revelação, pelo menos é o que o rapaz diz, que tem uma revelação para fazer à rapariga.
a rapariga sente um friozinho no estômago, "é agora, ele vai dizer que gosta de mim... iupi iupi! só pode senão ele nunca teria bebido a vodka do meu stilete naquele noite... só os apaixonados fazem isso (pelo menos é assim nos filmes)..."
então o rapaz revela, que está apaixonado... por uma amiga da rapariga...
a rapariga percebe então que há dois tipos de homens que bebem bebidas nos sapatos das mulheres: os apaixonados (nos filmes), e os bêbados que não se dão conta do que estão a fazer (na vida real)...
é evidente que o rapaz se inclui na segunda categoria.
a rapariga fica fodida.
passados uns bons anos durante os quais a relação esmoreceu e o contacto deixou de ser tão frequente, o rapaz voltou a parecer na vida da rapariga... um telefonema aqui, uma sms ali, um e-mail acolá...
a rapariga está orgulhosa de si. sente-se madura e resolvida. já não há vestígios de obsessão!
até que o rapaz diz que vai até à cidade da rapariga e diz que quer jantar com ela...
o friozinho no estômago volta, a incapacidade de concentração e a ansiedade também.
no dia a rapariga escolhe a roupa com mais cuidado e faz o risco nos olhos com especial mestria.
olha o resultado e gosta do que vê.
"é hoje que ele vai reparar em mim!", pensa a rapariga.
durante o jantar, por entre as quiches de legumes e o santal rad, o rapaz fala...
fala de filosofia, de termodinâmica, do trabalho, dos amigos, da família e do último livro de SF que leu...
a rapariga fica fodida.

quinta-feira, março 23, 2006

porque me apetece

Pagu

Maria Rita

Composição: R. Lee E Z. Duncan

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra

Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Ratátátá

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem
Minha mãe é Maria-Ninguém
Não sou atriz-modelo-dançarina
Meu buraco é mais em cima

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Ratátátá

nota: é que gosto do ratátátá


domingo, março 19, 2006

passando o testemunho

do desafio que se põe:
«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»

e que eu já aceitei, passo o testemunho para:

  1. Fi@ do "Phia's";
  2. Bitinho do "A vida social de um ser digital";
  3. Susie do "nseis";
  4. 100 papas na lingua onde quer que esteja;
  5. MariMari do "Pistoleira em inicio de carreira";

Pois é amigos, a vida é cruel mas eu sou mais!

sábado, março 18, 2006

O menino pede, o menino tem:

Manias da carminho:

  • Tenho a mania de cantarolar enquanto ando na rua e as pessoas ficam a olhar para mim com um ar surpreendido e às vezes divertido. A melhor parte é que não me dou conta que o faço pelo que acho sempre estranha a reacção dos transeuntes. Por vezes chego a casa e exclamo: Ó pá não sei o que tenho hoje! Fica tudo a olhar para mim… ou estou muito bem vestida ou muito mal vestida
  • Tenho a mania das limpezas na forma verbal: “Tenho que limpar as casas de banho” “Tenho que dar um jeito à cozinha” “Tenho que tirar aquele cotão do quarto e fazer desaparecer a pilha de roupa” “ Tenho que varrer este pêlo todo do chão”…(ande soi one, ande soi one)… Consigo dizer isto tudo e continuar em frente da televisão e manter uma actividade equiparada à de uma amiba…
  • Tenho a mania de fazer listas de coisas para fazer no dia a seguir. Chamo-lhes “to do list”. Normalmente estão divididas em coisas que tenho de fazer na rua, actividades indoors e telefonemas a fazer… Sempre que cumpro 80% destas listas sinto-me responsável e cumpridora. O problema é… que nunca as cumpro!
  • Tenho a mania de bater com o pé no chão quando estou irritada com alguma coisa. Faço isto desde o tempo em que ainda acreditava no Pai Natal.
  • Tenho a mania que sou mais magra do que realmente sou e em consequência disso costumo derrubar coisas à minha passagem e arranjar nódoas negras pelas razões mais estúpidas.

Manias da carminha:

  • Tenho a mania de soltar gargalhadas à lá Pilar Ternera e consigo com isso despoletar situações extremamente incómodas e que chamam sobre mim a atenção dos que me rodeiam mesmo quando isso é a última coisa que desejo ( there is no sutch thing as a carmuue’s low profile).
  • Tenho a mania de adiar tudo para o dia seguinte e para o dia a seguir e assim sucessivamente.
  • Tenho a mania de comprar livros a um ritmo muito superior ao que emprego ao lê-los.
  • Tenho a mania de comprar livros em alfarrabistas por razões que ultrapassam as monetárias… gosto que os meus livros tenham passado, páginas amarelecidas, aromas inindentificáveis, gosto ainda das traduções antigas, do português arcaico e das pequenas notas que os antigos proprietários deixam nas margens… enfim, gosto.
  • Tenho a mania de ter um blog absolutamente umbiguista e cuja temática exclusiva é a minha pessoa e que roça a megalomania...

o desafio é este

«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»

e partiu deste menino .
depois de superada a irritação inicial retiro-me para reflectir sobre a minha pessoa, algo que sempre me dá bastante prazer (não consigo evitar ser interessante), e pretendo voltar com as minhas manias.... não deve muito ser dificil...

Sugestões para o fds

Como hoje as minhas sugestões chegam tarde e a más horas resolvi sugerir apenas um livro... É uma autêntica delícia e de uma sensibilidade apenas compreensível por amantes de animais... boa leitura e bom fim de semana....


"Cão cabeçudo" , Daniel Pennac e Milles Hyman
Editora Terramar

Esta é a história de um cão, um Cão cabeçudo, e da sua dona, a Maçã. A história começa quando eles se conhecem no canil e continua enquanto o cão tenta educar a Maçã, não é fácil, mas o nosso Cão não é um cão vulgar...
" Para já, quando um Cão é um Cão achado, nõ tem direito a fazer fitas!"
"O Cão deu um salto, voltou a cair sobre as patas, arreganhou os dentes e eriçou o pêlo. O que ali estava na sua frente era a aparição mais terrível que ele alguma vez vira."

sexta-feira, março 17, 2006

in "diário da carmuue"

Querida carmuue:

Encontrei um pêlo de gato na minha cama.
Será que o meu cão me anda a trair?

Sãozinha das Coubes

quinta-feira, março 16, 2006

citando os próximos IX

"Gosto muito da palavra Eclético, parece parecido com Bicicleta mas não é."
Bitinho

terça-feira, março 14, 2006

hoje estou assim

Image hosting by Photobucket

...uma péssima companhia..... dor de cabeça...mau humor, já gritei com o cão e com o computador com o cotão e com a roupa que tenho por passar a ferro....

(do not disturb)

(suspiro)

"Está um dia tão bonito
E eu não fornico"

A.Lopes

segunda-feira, março 13, 2006

vou doar o meu cérebro à ciência...

  1. Fui almoçar com os meus pais a VC e, passadas cerca de três horas quando voltei ao meu carro encontrei, nem mais nem menos, as chaves do dito em cima do tejadilho.... tinham lá ficado aquele tempo todo.... acometida pela mais esmagadora estupefacção, só tive tempo de evitar um sermão paternal sobre responsabilidades e afins com um: Vá, toquem-me que dou sorte!
  2. Quando finalmente decidi voltar à terrinha depois de um violentíssimo fds na borga lembrei-me, já a caminho, que não tinha chaves de casa, enquanto tentava telefonar às três pessoas que tinham chaves de minha casa passei pela portagem e não tirei o ticket... o mais bonito é que só quando passei Valongo é que me apercebi da asneirada... bonito!
  3. já vai para quase um mês que eu não sei da minha chave do correio... hoje surripiei a conta da luz e não gostei nada!... todas as lojas onde me vou informar sobre substituições de fechadura me dizem que é melhor chamar os bombeiros... chamar os bombeiros por causa da minha revsita dos círculo de leitores? e eles não deviam andar a salvar vidas e isso? e não se paga praí uns 25 euros?... Alguém conhece um bombeiro que me faça um desconto?

"Há dias Em que Mais vale...

Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas

Há dias
Em que cada passo e mais um
Castigo de DeusParece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus

A noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p'ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro

Já vi
Há dias em que tu
não cabes em ti

Avança
Na cara desse torpor
Que te perde e te seduz
A espada como a um Matador
Com o gesto maior
Do seu peito Andaluz
Avança
Com a raiva que sentes
Quando rangem os dentes
Ao peso da cruz

Enfim,
Há dias em que eu
Também estou assim
Parece que pagamos os
Pecados deste mundo
Amarrados aos remos de um
Barco que está no fundo.

Ala Dos Namorados
Composição: Manuel Paulo; João Monge

sábado, março 11, 2006

citando os próximos VII

" Ai filha! que isso é benano pó cóxstrol"
Lurdes Pereira

sexta-feira, março 10, 2006

este fds

não faço sugestões de leitura!
nhanhanhanhanha

(...as if you care...)

so... what's new?

You Are 80% Weird
You're more than quirky, you're downright strange.But you're also strangely compelling, like a cult leader.
How Weird Are You?

quinta-feira, março 09, 2006

e não é que

aos 27 anos ela percebeu porquê que as outras mulheres fazem birras... porque resulta!

hoje estou assim

quarta-feira, março 08, 2006

Dia internacional da mulher

(Porque me irrita a maneira como actualmente se celebra o dia da Mulher, e porque sobre isso já disse o que tinha a dizer, gostaria de dar uma perspectiva etimológica à coisa. A informação que se segue foi recolhida aqui)

PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.

(Lembram-se agora para que serve o Dia Internacional da Mulher?)

aparentemente

estou com uma crise existencial pelo que coloco ao vosso dispor uma forma de me informardes da melhor maneira de descrever aqui a minha singela pessoa ... estejam à vontade que não irão sofrer retaliações...(eh eh)
é só ir até aqui e e selecionar 6 adjectivos... (eu sei são poucos...mas não fui eu quem fez as regras...)

terça-feira, março 07, 2006

perspectivas

sozinha não...tenho antes o destaque que mereço!

citando os próximos VII

"Fora da bouça, ca bouça é nossa!"
Zé Gabriel

eh eh eh


(Cliqueite to aumenteite)

domingo, março 05, 2006

eu tardo mas chego!


eis a foto das famosíssimas seguranças que permitiram que aquela louca festa de Carnaval não descambasse (claro que houve confusão na mesma mas nós estavámos fora de serviço... em coffe break)
Saudosas recordamos a bela Sheilla que com 10 strumpfs e 20 escoceses atrás dela só pôde contar com a nossa protecção para manter a sua honra...

e eu que até não acredito

muito naquelas tretas das coincidências e dos sinais e mais não sei o quê... não resisti e roubei este texto no lugar da susie. Muuuito obrigada pela visita susie!

sexta-feira, março 03, 2006

sugestões para o fds III



"Parábola do cágado velho", Pepetela

"Ulume, o homem, olha o seu mundo. Por vezes a terra lhe parece estranha. Fica num planalto sem fim, embora se saiba que tudo acaba no mar." Um livro delicioso que nos permite uma visão intimista sobre a guerra civil de Angola, de como separou famílias e os conflitos entre as velhas tradições e os novos costumes "mais civilizados".

"Os coxos dançam sozinhos", José Prata

O inspector da Polícia Judiciária Porto Brandão acumula com as suas funções de manter a sociedade limpa de crimes, o hobbie de matar velhas prostitutas. As coisas complicam-se por ser ele o inspector encarregue do caso e tornam-se ainda mais alarmantes quando ele se apercebe que as cenas dos crimes não se encontram exactamente como ele as deixou....

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

hoje estou assim

citando os próximos VI

"A menina dança? Então dance prái!"
Pedro Lordelo

domingo, fevereiro 05, 2006

citando os próximos V

"Só queria ser um chinelo
Um chinelo que tu usasses
Para ir onde tu isses
Para estar onde tu estasses."
Tiago César

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

“Memories…

Like the colours of my mind, whispered words upon a memory of the way we where…”
( pronto, já chega de música piegas)
Ontem à noite enquanto arrumava alguma da roupa que emprestava ao meu quarto um ar caótico, derrubei uma das muitas caixas que possuo (tenho a mania de desorganizar tudo em caixas, é uma obsessãozita…), detive-me na operação de arrumação (que tinha começado tão bem…) e dediquei-me a explorar o conteúdo da dita. Trata-se de uma caixa que me ultrapassa em idade que eu adoptei aquando uma das minhas explorações de velhos guarda-fatos. Com o tempo fui guardando um pouco de tudo, principalmente papelinhos, papelinhos e mais papelinhos. Papelinhos com as poesias favoritas dos poetas favoritos, papelinhos com más poesias da minha autoria. Papelinhos com letras de músicas, ou com citações, inventários de bijuterias, listas de prendas que desejava receber no natal, listas de livros que pretendia adquirir. Cartas que me escreveram, cartas que nunca enviei. Caderninhos de dedicatórias de colegas dos quais já não me lembro. Um envelope cheio de pétalas de rosas em jeito de recuerdo de uma certa prenda de aniversário. Vários postais com os actores do Bervely Hills 90210 (don’t ask!). Uma caixita de cartão onde estava guardado o meu primeiro tereré e uma nota: “Verão de 94, Algarve, Agosto, Caso não me lembre foram umas férias altamente e detestei o Algarve”.
Mas o melhor, o Top Ten dos papelinhos, eram as várias correspondências que mantive com algumas das minhas (ainda hoje), maiores amigas. Diálogos elementares em plena sala de aula:
“Amiga: Tens acetona em casa?
Eu: Sim, porquê?
Amiga: È que assim, amanhã quando fosses almoçar a minha casa levavas a acetona que eu estou farta deste verniz.
Eu: Tá bem, vou ver se não me esqueço.”
E correspondência séria, life changing mesmo!
A partilha de segredos, de emoções, de pequenas tragédias interiores que dilaceravam a nossa curta existência, revelações bombásticas, reflexões sobre a vida, os amigos, os rapazes, os amores não correspondidos, os correspondidos, os que corriam mal, as poesias de Pessoa e de Eugénio que mais adorávamos, juras de eterna amizade, de fidelidade total àquele nobre sentimento que nos unia…
Sentada no chão frio do meu quarto, tive de admitir que tive sempre muita sorte com as amigas, e que ainda hoje sou abençoada com exemplares momentos de partilha. Com ou sem papelinhos, posso dizer que tenho uma sorte do caraças!
Um brinde às minhas AMIGAS!